Comumente, a maioria de nós, pouco ou nada percebe sobre o mundo que nos cerca, sobre a gravidade que nos prende ao chão e, tão pouco, sobre as pessoas que nos rodeiam. Parece, às vezes, que vivemos em ilhas e todo o resto, do “além de mim”, é invisível aos nossos olhos. Por mais estranho que essa ideia nos pareça é comum insignificar todo resto que está fora do eixo gravitacional do nosso próprio umbigo e é bom ser lembrado sobre o todo que está fora de nós. É nesse contexto de vida que instituímos os dias comemorativos, eles nos fazem lembrar e refletir sobre algumas das mais relevantes passagens dos seres humanos pela história, seus fatos, conquistas, feitos e até mesmo nossas mais contundentes infâmias.

Longe desse lugar comum, do jargão da lembrança vazia, esquivada e sobrepujada pela história escrita no masculino, encontramos uma dessas datas alusivas comemoradas no dia “08 de março” desde 1908 que é o Dia Internacional da Mulher. No início com a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações, algo no mínimo muito nobre.

Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o “08 de março” foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

A data deveria ser vista como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países e marcar posição sobre o que ainda se quer conquistar em locais do mundo onde as mulheres são vistas como cidadãs de segunda classe, mas infelizmente, temos visto, nos últimos anos, sobretudo dentro dos movimentos sociais afeitos ao Marxismo cultural, uma politização desvirtuada dessa data servindo apenas de base de divulgação do feminismo político-partidário de esquerda e, na América do Sul, “político-partidário de esquerda bolivariana”.

Muito tristemente, temos visto o protagonismo social das lutas pelo direto da mulher no Brasil ser confundido com os interesses de grupos políticos céticos e descrentes no valor da vida humana e que pregam abertamente o aborto, a promiscuidade como forma de “libertação do julgo do patriarcado”, intolerância religiosa como forma de libertação do “masculismo” – como se Deus fosse um ser sexuado, e mais tantas outras formas de lavagem cerebral que mais causam estranheza em vez de inspiração.

À luz da palavra de Deus, somo todos iguais, livres de diferenças senão as biológicas. É claro que nos tempos bíblicos a cultura, sobretudo do mundo antigo, influenciou o modo como recepcionamos os textos sagrados, mas é evidente o papel não coadjuvante da mulher na bíblia, mulheres que vão de Sara e Raabe, passam por Ester e chegam até Priscila são exemplos de mulheres que mesmo no mais complexo dos mundos culturalmente dominados por homens estabeleceram suas convicções e ideias e, quase sempre, para o terror das feministas de plantão que adoram atacar os textos bíblicos, elas, as diversas personagens bíblicas, se sobressaíram pela inteligência acima da média.

São nesses exemplos valorosos que devemos refletir, mulheres de garra, à frente de seu tempo e protagonistas da própria história, exemplos vivos até hoje na história e que marcaram seu nome no próprio tempo.

José de Arimateia Viana

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