Carlos Almeida busca se promover na CPI da pandemia mas é totalmente ignorado

Por Bruno Almeida em 11 de maio de 2021 às 16:58 | Atualizado 11 de maio de 2021 às 16:58

Manaus (AM) – Conhecido na sociedade amazonense por seus escândalos, o atual vice-governador, Carlos Almeida, agora é apontado de tentar fazer politicagem em plena pandemia e de buscar holofotes em meio as 423 mil mortes que o país carrega.

Mesmo sendo alvo de investigações dos ministérios públicos Federal (MPF) e Estadual (MP-AM) na gestão de recursos da Saúde,  o vice-governador ainda quer ser ouvido como denunciante na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso, que apura a conduta do Governo Federal, de Governadores e Prefeitos no combate à pandemia do novo coronavírus.

A CPI, que teve inicio em Abril de 2021, fez com que Carlos ressurgisse das cinzas. Ele que estava sumido, e nem sequer fazia seu expediente na vice-governadoria, apareceu fazendo acusações, sem provas, ao presidente Jair Bolsonaro e ao Governador do Estado, Wilson Lima.

A estratégia de chamar atenção não deu certo, pois até o momento Carlos se quer foi chamado para depor da CPI da Covid. Nenhum senador manifestou interesse em ouvir seu depoimento. A conduta de Carlos ainda foi criticada por outros parlamentes, visto que o mesmo já foi até alvo da Polícia Federal. Relembre o escândalo:

Operação Sangria

No desdobramento da segunda fase da Operação Sangria, investigação da Polícia Federal que ainda apura o desvio de recursos públicos na compra de respiradores no Amazonas, a casa de Carlos foi alvo de uma busca e apreensão para colher dados que confirmassem que ele teria ligação com a organização criminosa instalada na cúpula do governo.

A PF buscava também descobrir porque o vice-governador fazia reuniões com integrantes do governo, parlamentares e empresários em um escritório de advocacia, que fica na zona Centro-Sul de Manaus, e não no gabinete dele na sede do Governo do Amazonas.

Em uma dessas reuniões Carlos foi flagrado saindo com uma bolsa do prédio comercial e ao ser questionado sobre o que levava, ele disse que era o suplemento Whey Protein. As investigações deste caso continuam no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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