Há mais de 30 dias, quando iniciou a quarentena, a pandemia da Covid-19 impactou diversos segmentos e alterou a rotina de milhares de pessoas no mundo. No Amazonas, o setor da alimentação sofreu impacto nos primeiros dias do isolamento social e 24 mil pessoas foram demitidas ao longo dos últimos 49 dias.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no Amazonas, Fábio Cunha, o setor sentiu impacto nos três primeiros dias após a suspensão das aulas no Amazonas. “No dia 16 (de março), quando as escolas fecharam, o faturamento já caiu 90%”, disse.

Após decreto estadual, que proíbe o funcionamento de alguns estabelecimentos como medida de combate ao avanço do coronavírus, o faturamento dos empresários despencou e medidas extremas como demissões foram necessárias. Segundo Cunha, o setor da alimentação gera 80 mil empregos diretos em Manaus e 30% dos funcionários foram demitidos, o que representa 24 mil pessoas.

Apesar de expressivo, o número de pessoas mandadas embora poderia ser ainda maior senão fosse a MP 936/2020.  Segundo Cunha, teriam sido demitidos 60% dos funcionários, o que significa 48 mil trabalhadores. Pela medida, empresas podem reduzir ou suspender, temporariamente, o contrato de trabalho dos funcionários. No caso de redução de jornada, o prazo máximo é de 90 dias e, nos casos de suspensão, o prazo máximo é de 60 dias. “A MP chegou a tempo de salvar alguns empregos”, assinalou.

Cunha destacou, ainda, que os aplicativos de entrega de comida estão sendo fundamentais para o funcionamento de diversos estabelecimentos, que já atuavam com sistema de delivery. Contudo, outros restaurantes, os que funcionam com salão aberto, tiveram prejuízos sérios porque não estão trabalhando com aplicativos. Segundo ele, o serviço, em alguns casos, o custo é como se o empresário fosse abrir outro restaurante.

fonte Portal O Poder