Sete empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus) devem acelerar o processo de contratação de trabalhadores temporários a partir de abril. São fábricas que atuam nos segmentos naval, eletroeletrônico, duas rodas e meios magnéticos –incluindo bens finais e componentes. As informações foram concedidas pelo Sindmetal (Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas).

Graças à renovação de um acordo celebrado no ano passado, no decorrer de fevereiro e a primeira quinzena de março, em torno de 600 trabalhadores já ingressaram nos quadros do Distrito Industrial por esta modalidade de trabalho, inclusa na CLT (Consolidação das Leis de Trabalho).

A previsão é que, até o terceiro trimestre de 2019, período em que o setor tradicionalmente aquece os motores – e as contratações – para atender a demanda comercial das festas de fim de ano, sejam gerados entre 2.000 a 3.000 empregos temporários no Distrito.

A notícia vem em boa hora para os trabalhadores da manufatura manauense. A indústria de transformação, juntamente com os serviços indústrias de utilidade pública, foi o único setor econômico do Amazonas em queda (-1,55%) no saldo de postos de trabalho, quando se leva em conta o comparativo de janeiro de 2019 com igual mês do ano passado.

A diferença entre as admissões (27.792) e desligamentos (29.318) foi de 1.526 vagas, conforme a estatística mais recente do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Vale ressaltar que o resultado negativo da indústria veio em um mês em que o saldo geral do Estado pontuou crescimento de 1,58% e geração de 6.920 empregos.

Mas, a atual conjuntura econômica brasileira, que leva as empresas a atuarem em marcha lenta e em compasso de espera pela Reforma da Previdência e por uma sinalização mais robusta da retomada da demanda, cortou as projeções do Sindicato praticamente pela metade. Ao final de janeiro, a expectativa da entidade era abrir vagas para 5.000 temporários em 2019, número pouco inferior ao conseguido em acordo semelhante, celebrado no ano anterior.

Fonte Jornal do Commercio