Manaus – A atividade industrial em novembro foi mais intensa do que o comum para o mês. O índice da produção, que foi de 50,9 pontos, não costuma se situar acima dos 50 pontos em novembro. Desde 2010, início da série histórica, essa é a terceira vez que isso ocorre. As informações são da Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na última quinta-feira (19). Os indicadores variam de zero a 100 pontos. Quando estão acima dos 50 pontos, mostram aumento da produção e do emprego.

O índice de número de empregados alcançou, pela primeira vez, 50 pontos em novembro, sinalizando estabilidade frente a outubro. De acordo com a Sondagem, o crescimento da produção e a estabilidade do emprego não são comuns na passagem de outubro para novembro. Marcelo Azevedo, economista da CNI, explica que em novembro é comum ter queda na atividade industrial frente a outubro devido ao desaquecimento da produção para as vendas de Natal. “No entanto, a recuperação da demanda neste fim de ano trouxe aumento da atividade para atender ao mercado”, complementa.

Conforme o levantamento, a ociosidade da indústria continua em queda. O uso da capacidade instalada foi de 70% em novembro, o maior percentual para o mês em quatro anos. O índice de utilização da capacidade instalada efetivo em relação ao usual para o mês atingiu o maior patamar desde outubro de 2013.

Os estoques caíram de outubro para novembro, cujo índice foi de 49 pontos no mês passado, abaixo da linha dos 50 pontos. Com isso, o nível de estoques em novembro ficou dentro do planejado pelas empresas.

Otimismo – Com o aquecimento da economia e, consequentemente, da atividade industrial, as expectativas para os próximos seis meses e as intenções de investimentos continuam crescendo em dezembro. Todos os índices cresceram frente a novembro, em especial o de expectativas sobre as exportações, com alta de 2,1 pontos no período. “Os empresários projetam a continuidade de aumento da demanda ocorrida nos últimos meses para o próximo ano”, analisa Azevedo. “Para manter o otimismo no setor, é necessário concretizar a agenda de reformas, como a tributária, para dar impulso à competitividade da indústria.”

O índice de intenção de investimento atingiu 58,1 pontos em dezembro, com alta de 1,9 ponto frente a novembro. Foi o maior nível desde março de 2014.