BRASÍLIA – O ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, fez a senadores uma forte defesa pela aprovação dos projetos de lei que estão tramitando na Casa e que preveem reajustes a várias categorias de servidores. Segundo ele, os projetos de forma geral – incluindo o aumento já aprovado para o Judiciário – estão em linha com o ajuste fiscal e terão um impacto líquido de R$ 62,7 bilhões até 2018, o equivalente a um crescimento de 8,2% na folha. Ele lembrou que, percentualmente ao Produto Interno Bruto (PIB), a despesa com pessoal está estável nos últimos anos.

— Isso (o reajuste) não é pouco, mas diria que isso é razoável, aceitável dentro do que nós estamos trabalhando em termos de ajuste fiscal. Há várias outras despesas que estão, aí sim, crescendo de maneira excessiva na União, e estamos olhando todas elas linha por linha.

Com a contribuição previdenciária, o impacto previsto nos próximos anos é de R$ 68,7 bilhões. De forma anualizada, o impacto é de R$ 12 bilhões. Neste ano, como possivelmente os reajustes devem começar a vigorar a partir de agosto, o aumento da folha deve girar em torno de R$ 6 bilhões.

Oliveira argumentou que, entre 2011 e 2015, os servidores tiveram um ajuste médio de 18%, ante uma correção média salarial de 49,2% no setor privado e uma inflação acumulada no período de 40,6%.

— Foi uma das poucas despesas que foram razoavelmente estabilizadas nesse período. Os servidores tiveram ajuste abaixo da inflação na média e abaixo do próprio setor privado nesse período. É uma história que precisa ser levada em consideração nessa casa. As projeções para frente mostram que, mesmo com esses projetos que estão tramitando, teremos nos próximos anos estabilidade.