PIM – O superintendente da Zona Franca de Manaus, Alfredo Menezes, participou, na quarta-feira (03), ao lado do secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia, Carlos da Costa, de audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, visando à apresentação e discussão do novo projeto de desenvolvimento proposto pelo governo federal para a região amazônica e intitulado pela mídia, informalmente, de “Plano Dubai”. A audiência, requerida por iniciativa dos deputados federais José Ricardo (PT/AM) e Capitão Alberto Neto (PRB/AM), foi realizada conjuntamente pelas Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (Cdeics) e de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e Amazônia (Cindra) da Câmara.

Na ocasião, o titular da Sepec, Carlos da Costa, esclareceu que não existe oficialmente um “Plano Dubai”, mas sim um conjunto de ideias e propostas que está sendo desenhado para que a Zona Franca de Manaus (ZFM) e toda a região amazônica tenha um projeto de desenvolvimento sustentável a longo prazo baseado em suas potencialidades e não dependa, exclusivamente, dos incentivos fiscais ofertados às indústrias. Ele também afirmou que são inverídicas as afirmações de que essa nova proposta substituiria ou acabaria com o modelo ZFM. “De forma alguma nunca passou pela nossa cabeça acabar com a Zona Franca e nem que isso fosse uma alternativa para ela. Não queremos acabar com a Zona Franca – queremos expandi-la, gerar mais empregos e atrair mais investimentos para a região”, disse.

Para o secretário, não há dúvidas quanto à importância da Zona Franca de Manaus para o Brasil, mas faz-se necessário realizar um diagnóstico minucioso da região para entender quais vetores precisam ser alavancados e seus potenciais impactos e custos. “A Zona Franca é estratégica, é essencial para o País, no entanto, muito mais precisa ser feito para a ZFM e para a região. Isso nos preocupa muito. Estamos trabalhando forte nisso com pessoas da região, especialistas internacionais. Porque nós queremos desenvolver a região de forma sustentável, gerar emprego de qualidade, reduzir a desigualdade e aumentar a renda”, complementou Costa, afirmando, ainda, que a simples divulgação pela mídia do “Plano Dubai” e da informação de que o governo estaria interessado em trabalhar fortemente as potencialidades da região – em especial segmentos como piscicultura, mineração, turismo, biofármacos e biocosméticos – já foi suficiente para que diversas empresas e investidores entrassem em contato e demonstrassem interesse em potenciais negócios nessas áreas. “Por isso vemos um futuro próspero para a região, com potencial para atrair bilhões em investimentos. Já tivemos várias empresas e investidores interessados, que, com certeza, poderão gerar futuramente mais empregos e mais prosperidade. A Amazônia Verde tem tudo para ser o centro de desenvolvimento sustentável do mundo, nós sonhamos com isso”, reforçou.

Após ouvir todos os pronunciamentos e comentários dos parlamentares e representantes de órgãos governamentais e entidades de classe presentes, o secretário da Sepec disse que há um alinhamento entre as preocupações e indagações apresentadas na audiência pública com as ideias debatidas a nível de governo e que esse novo projeto de futuro para a região poderá superar gargalos e consolidar ações que tragam desenvolvimento sustentável com resultados efetivos. “Estamos alinhados nos nossos objetivos, agora temos que trabalhar e, assim que tivermos mais detalhes sobre o plano, farei questão de retornar aqui e compartilhar com os senhores”, reforçou Costa.