Manaus – A discussão da nova Política Nacional de Desenvolvimento Regional, PNDR, voltada para a Amazônia, tem que ir além do debate sobre os fundos constitucionais, na avaliação do presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, FIEAM, Nelson Azevedo, ao abrir a 37ª reunião de trabalho do Programa Conhecendo a Indústria, nesta quinta-feira (10), na sede da instituição. “As oportunidades para o desenvolvimento são amplas, desde que a ZFM seja preservada e existam investimentos na infraestrutura da região e na simplificação das condições de operação das empresas”, disse ele.

Dentro do tema “Desenvolvimento Regional da Amazônia”, a reunião, promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e Ação Pró-Amazônia, associação formada pelas Federações das Indústrias dos Estados da Amazônia Legal, contou com a participação de representantes da Suframa, Sudam, Banco da Amazônia, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE), entre outros.

Dividida em três painéis temáticos, a reunião discutiu, além da nova PNDR e os Fundos Constitucionais de financiamento, os desafios, oportunidades e perspectivas do desenvolvimento da região amazônica, e a realidade da logística para a operação industrial na Amazônia.

Convidado para falar da nova PNDR e os Fundos Constitucionais, o subsecretário João Mendes da Rocha Neto, da Secretaria de Desenvolvimento Regional do MDR, disse que, ao contrário da primeira Política Nacional de Desenvolvimento Regional, de 2007, que se concentrava basicamente no combate às desigualdades regionais, a atual parte das desigualdades, encarando-as sob diferentes perspectivas.

“Hoje, a Política está centrada em quatro objetivos e o primeiro deles é o da convergência, que busca a aproximação entre dois extremos do Brasil – o de cima, formado por Norte e Nordeste, onde estão as maiores desigualdades de salário e renda, e o de baixo, mais desenvolvido”, disse. Os outros objetivos da nova PNDR são competitividade regional e geração de emprego e renda, agregação de valores e diversificação econômica e a construção de uma rede policêntrica de cidades.

João Mendes destacou, entre os planos regionais elaborados no âmbito da SDR, o Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia, o PRDA, que, uma vez aprovado pelo Congresso, passa a ser o instrumento de planejamento do desenvolvimento regional de referência que norteia as ações da Sudam.

“Quando a gente chamou as superintendências (Sudam, Sudene) para construir os planos, pedimos que cada uma identificasse o que caracteriza a sua região. No caso da Amazônia, chegamos à sociobiodiversidade e é isso que está expresso no PRDA, o que envolve inovação, conhecimento, geração de riqueza, fazendo com que a gente mude a visão que se tem da região de que só tem commodities e bens in natura para negociar”, explicou o subsecretário