Empresários do Amazonas se reúnem para discutir desenvolvimento sustentável

Por Meriane Jeffreys em 12 de outubro de 2021 às 9:58 | Atualizado 12 de outubro de 2021 às 10:01

Amazonas – Quarenta por cento da economia global estão baseados em produtos e componentes derivados da biodiversidade e a Amazônia Legal, composta por nove estados – Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do estado do Maranhão -, responde por cerca de 1/3 da biodiversidade do planeta. Esses dados foram expostos na sede da FIEAM, por ocasião de lançamento do Instituto Amazônia +21. 

De acordo com presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIERO) e articulador do Instituto, Marcelo Thomé, é possível desenvolver mais negócios sustentáveis conectando investidores e toda a cadeia de produção local.

Para promover essa conexão do setor produtivo, instituições financeiras, academia, comunidades locais, sociedades e público do Brasil e do exterior, o empresário, que também lidera o Conselho Temático de Meio Ambiente da CNI e preside a Ação Pró-Amazônia, formada pelas federações de indústrias dos estados da Amazônia Legal, ressalta a importância de viabilizar diálogos para o desenvolvimento sustentável, proteção do bioma Amazônia, geração de riqueza e qualidade de vida para 23 milhões de pessoas nos noves estados que compõem a Amazônia Legal.

“O Instituto Amazônia +21 nasce para poder apoiar as empresas locais a se preparem para esses financiamentos verdes, a serem empresas conectadas a critérios ESG (Environmental, Social and Governance) e conectá-las a grandes empresas, com compromisso ou interesse em investir na região, em prol da mesma agenda, que são os fomentos aos negócios sustentáveis na região amazônica, tendo como base a biodiversidade do bioma amazônico”, explicou ele.

Na oportunidade que reuniu empresários do Amazonas, Thomé destacou as oportunidades presentes no local, com riquezas que permanecem praticamente inexploradas economicamente em contraste com a atual valorização dos produtos originados da biodiversidade que representam 40% da economia global.

Secretaria de Meio Ambiente favorável a discussão

Para o Secretário de Estado do Meio Ambiente (Sema), Eduardo Taveira, a discussão é benéfica para todo o estado trabalhar atividades que possam favorecer esse desenvolvimento sustentável, ou seja, conservação ambiental, mas também gerando renda e crescimento econômico, reunindo as federações das indústrias e trabalhando com uma agenda competitiva, inovadora e também sustentável.

“O estado, por meio da secretaria do Meio Ambiente, tem todo o interesse de apoiar, integrar e fazer parte desse processo, o que a gente mais quer é que o distrito industrial, as nossas indústrias, possam ajudar a desenvolver novos modelos econômicos aqui para o estado”, contou ele ao incluir também as cadeias produtivas sustentáveis horizontalizando mais o papel produtivo incluindo comunidade e ribeirinhos. “Temos uma série de insumos que muitas vezes só a gente tem e que com certeza podemos liberar em curto prazo, em médio prazo até sermos líderes mundiais nessa nova economia”.

*Com informações da Federações das Industrias do Amazonas

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