Manaus (AM) – Na manhã desta quarta-feira (28) o vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida (PTB), anunciou que se reuniria com a imprensa em uma coletiva de comunicação com o objetivo de se pronunciar a respeito de denúncias de desvio de dinheiro durante as investigações da operação “Sangria”, encabeçada pela Polícia Federal (PF).

As denúncias relacionadas ao vice-governador são resultados das investigações sobre suposta lavagem de dinheiro na compra de aparelhos respiratórios durante o ápice da pandemia de Corona Vírus no estado. A reunião acabou em confusão, baixaria e agressão por parte da equipe do político que, ainda no início da reunião, se negou a responder uma pergunta feita pela jornalista Rosiene Carvalho.

“Você não tem o direito de me agredir. Quando um jornalista é impedido de perguntar, todos os outros também são agredidos”, indaga a jornalista que foi censurada ao perguntar como Carlos Almeida, inteligente e influente, não notou o possível desvio de milhões na compra de equipamentos para os hospitais. “Dada a sua influência dentro da SUSAM, como o senhor explica diante de tantas evidencias, as informações da polícia federal?“, perguntou Rosiene Carvalho. 

 Após ser questionado pela comunicadora, o vice-governador se recusou a responder a pergunta e ainda se retirou da sala de entrevistas acompanhado de um time de assessores e também de seguranças. Entre os assessores, estava uma mulher ainda não identificada, e que tentou impedir a saída dos jornalistas que tentaram ir atrás do político ainda na tentativa de cobrar a resposta que não foi dada.

Durante o tumulto, a assessora que ainda não teve o nome divulgado, abordou a jornalista Rosiene Carvalho na porta da sala e a agrediu fisicamente e verbalmente até que fosse afastada por outros comunicadores que tentavam apartar o início da agressão. Ainda na tentativa de impedir o registro da baixaria, a assessora de Carlos Almeida também bateu com as mãos na câmera do jornalista, Adriano Santos, que registrava o momento.

Após a confusão, os elevadores do prédio onde a coletiva acontecia foram travados para que a equipe de Carlos Almeida pudesse deixar o local sem serem perseguidos pela imprensa que, ainda em peso, aguardava um posicionamento de quem deveria responder e se comportar como o vice chefe do Estado. Após a saída de Carlos Almeida do prédio junto com seus assessores e seguranças, os elevadores foram finalmente liberados para que a imprensa deixasse o local.