Amazonas – A Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas, Simone Papaiz, esclareceu na manhã desta quarta – feira (10), através de coletiva de imprensa a ação do ministério público que cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da Susam, localizada na avenida André Araújo no bairro Aleixo.

De acordo com a secretária todas as informações  foram repassadas, além de documentos e computadores necessários para ajudar na investigação. Os investigadores da policia civil do amazonas e os procuradores acompanharam a ação.

Simone Papaiz, disse ainda que quando foi realizado a contratação da empresa de vinho, ela não estava na gestão da pasta. Mas assim que assumiu determinou a criação de uma sindicância para que sejam apurados possíveis desvios na gestão de outros gestores. Entre os investigados na operação deflagrada pelo Ministério Público está o ex-secretário Rodrigo Tobias, que é apontado como a principal ligação com os desvios realizados através de dispensa de licitação para a compra de ventiladores respiratórios em contratos milionários com uma empresa de vinhos que dias depois foi transformada em empresa de equipamentos hospitalares.

Sobre a Operação

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10), a Operação Apneia, com o objetivo de cumprir 14 mandados de busca e apreensão, em locais diferentes, como parte das investigações da compra de ventiladores respiratórios mediante dispensa de licitação pela Secretaria de Estado de Saúde (SUSAM). A operação, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), tem o apoio da Polícia Civil do Amazonas no cumprimento dos mandados.

O material a ser apreendido pertence a empresários e servidores públicos da SUSAM, incluídos ex-secretários de Estado. Os crimes sob investigação são os delitos de inobservância de formalidades essenciais para a dispensa de licitação (art. 89 e parágrafo 1º da Lei de Licitações), lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei 9.613/98) e associação criminosa (art.288 do Código Penal).

Entre os alvos da operação, estão residências particulares e a sede da Secretaria de Saúde do Amazonas.

Os elementos de prova colhidos, até o presente momento, apontam que a contratação, acima referida foi direcionada para que determinada empresa fosse escolhida para fornecer equipamentos médicos para a SUSAM, fornecimento esse que apresenta fortes evidências de superfaturamento. Após a conclusão dos mandados de busca e apreensão será realizada uma coletiva de imprensa com o resultado de tudo que foi apreendido.

Governo

Oficialmente o Governo do Estado do Amazonas ainda não se pronunciou a respeito da ação do ministério público.

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