Membros de facções criminosas FDN fazem apologia ao crime em redes sociais

É cada vez maior o número de páginas no Facebook e grupos de WhatsApp de facções criminosas que atuam em Manaus, com apologia a crimes. Os criminosos têm feito uso das mídias sociais para divulgar atos ilegais. Racismo, calúnia, difamação, pedofilia, intolerância religiosa e xenofobismo são algumas das ilegalidades cometidas pelo mundo virtual.

Segundo o Sociólogo Davyd Spencer, o uso destas tecnologias cumpre um papel fundamental na articulação das facções, para concretização de seus objetivos. Para o especialista, eles mandam um “recado”por meio da divulgação de vídeos, mensagem e imagens da violência cometidas no interior dos presídios entre as facções criminosas.

“Há, certamente, um uso simbólico das novas mídias sociais que se expressa na divulgação dos crimes cometidos e em formas de violência praticadas entre as facções criminosas, para demonstrar força, poder e prestígio. O uso social das tecnologias de informação, comunicação e interação social não se restringe apenas à autopropaganda das facções criminosas,” explicou o sociólogo.

De acordo com o advogado e mestre em direito constitucional, Acram Isper, o Artigo 287, do Código Penal, pune com detenção de três a seis meses ou multa, quem pratica apologia a fato criminoso ou apologia a autor de crime. Segundo ela, o fato se consuma no momento em que o autor faz publicações.

“Trata-se de um delito contra a paz pública que pode ser cometido por qualquer pessoa penalmente responsável e que no polo passivo está a própria coletividade. Aqui no Brasil, a lei exige que o fato seja expresso e explícito não se admitindo a presunção. Nos casos em que envolver menores de 18 anos, os pais são responsabilizados pela infração” disse o advogado.

O Sociólogo ressaltou que, por meio das mídias sociais, os laços, as identidades das facções criminosas são ampliadas. Desta forma, há a possibilidade de aumentar o número de  integrantes por recrutamento de criminosos, que não necessariamente pertençam a mesma facção, mas que possam ser influenciados e se integrarem a ela.

A reportagem solicitou nota por parte da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas a respeito de possíveis investigações sobre a atuação de facções criminosas nas mídias sociais, porém, até a publicação desta matéria, não obteve resposta.

Fonte e informações do Portal Emtempo

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