Arthur pede ao TRE que acelere posse do governador eleito

Preocupado com os rumos econômicos e com a retomada do crescimento no Amazonas, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, esteve nesta terça-feira, 8/8, no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), no Aleixo, zona Centro-Sul da cidade, para pedir ao presidente do Tribunal, desembargador Yedo Simões, celeridade na posse do novo governador, que será eleito no próximo dia 27, quando se realiza o segundo turno da Eleição Suplementar no Estado.

“Tão logo se cumpra os procedimentos legais do pleito, a posse deve ser imediata. É preciso pressa e não há justificativa para mais um mês de interinidade após o segundo turno”, defendeu o prefeito. “Não espero milagres, o Estado está falido, mas espero pura e simplesmente cooperação. Como cidadão e como prefeito, para mim, é uma agonia ver o desperdício de bilhões em recursos públicos, que poderiam servir para pagar o décimo terceiro salário dos servidores estaduais, por exemplo”, completou Arthur Neto.

O prefeito chamou atenção para o esvaziamento dos cofres estaduais com o empenho de R$ 2 bilhões, além de R$ 1 bilhão já liquidado e de desapropriações feitas pelo valor de face (valor nominal, sem as variações do mercado financeiro). “Isso nada tem haver com obras ou com o desenvolvimento econômico e social da nossa terra. É preciso dar um basta, antes que o Amazonas siga pelo mesmo caminho do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul”, argumentou.

Partilhando das mesmas preocupações, o presidente do TRE, Yedo Simões, disse que a situação deve ser resolvida com o máximo de urgência possível. “É preciso dar ritmo econômico ao Estado e estamos aqui para contribuir”, afirmou.

Segundo o desembargador, não existe um prazo estabelecido para posse do novo governador. Ele explicou que o processo está atrelado ao julgamento dos embargos processuais da cassação do ex-governador José Melo e de seu vice, Henrique Oliveira. O presidente do TRE acredita que, apesar de toda tensão política criada, o assunto está superado, uma vez que o ministro do Supremo Tribunal Federal (TSF), Gilmar Mendes, garantiu julgamento dos embargos em até duas semanas.

“Nosso papel é dar a maior celeridade possível, respeitando o prazo processual. Para efeito de diplomação, teremos a aprovação das contas dos candidatos, pela nossa comissão e pelos órgãos que dão apoio ao pleito. Feito isso, a diplomação ocorre e a posse pode ser até no mesmo dia pela Assembleia Legislativa”, explicou o desembargador.

 

 

 

 

 

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