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Número alarmante de dengue pode ser confusão com sintomas de outras doenças; exame ajuda a tirar dúvida

Com números alarmantes, é cada vez maior o registro de casos de dengue no Brasil, o que tem preocupado grandemente as autoridades de saúde do país. O último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde aponta que, até 6 de fevereiro, tinham sido identificados 170.103 pacientes com suspeita da infecção e já no dia 27, portanto apenas 21 dias depois, os registros somaram 396.582 casos.

Ocorre que o maior vigor na transmissão da dengue pode não ser o único motivo desse índice tão assustador.  Com sintomas parecidos, e causadas pelo mesmo vetor, – no caso o mosquito Aedes Aegypti – doenças como zika e chikungunya podem estar confundindo as pessoas afetadas e sendo relatadas como se fossem casos de dengue, segundo supõem os especialistas no assunto.

Daí a necessidade de um diagnóstico rápido e preciso, que auxilie o médico na prescrição do tratamento adequado. No Brasil, o laboratório Sabin foi o único, até o momento, a desenvolver uma metodologia para diagnóstico das três doenças em apenas um exame.

Trata-se da técnica de RT-PCR, para a detecção de três vírus – dengue, zika e chikungunya –  em uma mesma reação. O resultado sai em apenas dois dias úteis e o tanto o paciente quanto o médico podem ter a certeza sobre de qual doença se trata.

“Ao usar a técnica molecular de RT-PCR quantitativo, o teste tem a vantagem de identificar, na fase aguda, qual o vírus causador da doença, sem a necessidade de pedir ou fazer reações em separado para cada um. Ou seja, com uma única picada é possível pesquisar os três vírus”, explica o diretor técnico do Laboratório Sabin, Rafael Jácomo.

O trabalho foi desenvolvido internamente pela equipe técnica do Laboratório Sabin, liderada pelo coordenador de pesquisas e doutor em Ciências da Saúde, Gustavo Barra, e já está disponível no Amazonas em todas as unidades de atendimento da capital, assim como no Distrito Federal, Bahia, Goiás, Pará, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Tocantins. 

Embora o número de casos no Amazonas seja menor que em outras regiões brasileiras, segundo as autoridades estaduais, é importante dispor de um exame como RT-PCR, que afasta qualquer possibilidade de dúvida ou confusão entre as três doenças.

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