Manaus – Seis meses após protocolar pedidos de impeachment contra o governador Wilson Lima e o vice Carlos Almeida, os presidentes dos conselhos de Economia e de Administração anexam documentos e ganharam espaço na mídia. E foi só, porque juridicamente, a adição em nada mudou o status dos dois processos na Assembleia Legislativa.

Comparando ao linguajar político, pode-se dizer que o evento gerou um ‘’factóide jurídico’’, dando sobrevida ao que já estava esquecido há seis meses. A indústria de fake news também se aproveitou do evento.

Em agosto, a maioria dos deputados estaduais arquivou pedido de impeachment semelhante, por total falta de fundamento jurídico. O próprio presidente da Assembleia Legislativa, deputado Josué Neto, orientou os autores do pedido, a direção do Sindicato dos Médicos, a como atender os requisitos básicos da Lei do Impeachment.

Em nota divulgada na imprensa local, o governador voltou a destacar a contaminação dos pedidos pelo processo eleitoral. Apesar de não ter apoiado nenhum candidato para Prefeito de Manaus, Wilson Lima foi atacado pela campanha de Amazonino Mendes, de quem Lima ganhou as eleições para o Governo em 2018.

O candidato a vice-prefeito na chapa de Amazonino, o deputado estadual Wilker Barreto, tem usado a tribuna da Assembleia para atacar sistematicamente o Governo do Estado. Em algumas situações, proferiu ofensas pessoais, a Wilson Lima.