Manaus- Na noite da última segunda-feira (18) o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON), realizou uma visita surpresa no Centro Universidade Fametro após uma série de denúncias dos próprios alunos que informaram ao órgão que estariam esperando para serem atendidos na secretaria de atendimento (SECAD) há mais de 5 horas.

O coordenador responsável pela vistoria na universidade, Rodrigo Guedes, encontrou muitos alunos esperando por atendimento por mais de 5 horas. Muitos alunos ficaram felizes com a presença do agente do Procon, e nesse momento uma situação muito questionável aconteceu.

A diretora da instituição Cinara Cardoso de forma autoritária interrompeu as explicações do agente e pediu sua identificação – o mesmo apresentou – e aparentemente desinformada perguntou ao agente do Procon quem havia autorizado sua entrada na instituição, e Rodrigo Guedes de forma calma e serena respondeu “Não preciso de autorização, uso o poder de polícia do Procon.”

A diretora então questionou do agente porque o órgão de defesa do consumidor não informou antes que iria realizar a inspeção. O agente apenas disse que a instituição não precisava ser avisada se o órgão iria realizar visitas ou não. Cinara novamente pediu a identificação do agente.

Rodrigo Guedes então disse a diretora que foi constatado irregularidades na fila de espera de atendimento da unidade, foi então que Cinara informou que o problema era causado pelos próprios alunos, já que a instituição oferece um sistema digital para esse tipo de serviço. Então Rodrigo Guedes contra-argumentou a diretora dizendo que essa era uma opção do aluno, se o cliente prefere ser atendido de forma presencial ou digital, e que o consumidor tem o total direito da escolha.

Na secretaria de atendimento da instituição é oferecido cerca de 23 guichês, mas somente 5 estavam funcionando para atender uma demanda enorme de alunos, Cinara voltou a dizer que tudo poderia ser resolvido de maneira online e o agente novamente disse que isso era de opção do consumidor.

O agente então perguntou a diretora se ela achava que os alunos estavam ali para perder tempo, então Cinara disse que dentro da instituição havia situações que os estudantes não sabiam acessar, inclusive havia um laboratório em que uma secretária facilitava a vida do aluno, mas de acordo com alunos, essa informação não havia sido repassada para eles.

Os alunos então informaram que até tentaram resolver os problemas de forma online, mas houve um grande problema na hora da geração dos boletos, onde preços absurdos estavam sido cobrados. Cinara disse então que essa era a primeira vez que esse problema havia ocorrido na instituição.

Cinara então voltou a questionar a ação do Procon, e o agente novamente disse que a obrigação do órgão era averiguar as denúncias. Então a diretora informou que quando houvesse uma denúncia era pra comunicarem tanto a instituição quanto os alunos, para que a instituição pudesse se defender, e que muitos alunos falam o que bem entendem e acaba gerando esse transtorno.

Cinara disse então, um dos pontos mais absurdos do diálogo com o agente, que ali na instituição havia um diretor e que ele deveria ser procurando antes que o PROCON invadisse a unidade de ensino. Foi então que o agente do órgão disse que ele não estava invadindo, apenas cumprindo seu trabalho de fiscalização e apuração de denúncias.

A diretora disse que existem várias maneiras de atendimento para o aluno, uma vez que chega o período do ano onde existem maior número de clientes que procuram a instituição, que seria no período de matrículas e rematrículas.

“Aqui nós não somos banco, mas o meu aluno exige para pagar aqui, quando eu tirei, agora por uma questão de segurança para evitar essas filas eles se revoltaram porque eles querem as filas, porque eu não vou botar, no dia 5 -que é o único dia que eles pagam- pra eu ter 30 caixas aqui, mas eu dou o boleto pra eles, eu disponibilizo boleto pra eles. E agora que eu fechei isso daqui, eles estão reclamando já que não estamos mais aceitando dinheiro.” disse a diretora.

Um aluno então perguntou de Cinara, se ela considera saudável esperar mais e 5 horas para ser atendido, então ela com um tom de arrogância disse, “Tu estás fazendo o que aqui?” mudando totalmente de assunto. O aluno informou que havia feito sua rematrícula via internet, e que não havia cabimento para comparação com o presencial.

Muitos alunos reclamaram sobre o pagamento no dia 5, já que muitos trabalham e só recebem no dia 5, e é um total desrespeito da parte da instituição em taxar os dia do pagamento. A diretora informou que desejava ser notificada para poder fazer sua defesa.