Amazonas – Se depender das alegações finais da promotora Yara Rebeca Albuquerque Marinho de Paula, acostados aos autos em uma representação da coligação “A força da nossa gente”, que tramita na 5ª Zona Eleitoral de Maués, o prefeito Júnior Leite e seu vice, Paul Said, serão cassados por conduta vedada e abuso de poder econômico e político.

A representação foi impetrada por Carlos Góes, que concorria a reeleição a Prefeitura de Maués, mas ficou em terceiro lugar na disputa das eleições de 2016. A defesa do ex-prefeito alega na ação que o deputado estadual Sidney Leite, a época secretário estadual de Produção Rural juntamente com Sandro Breval, da Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS), celebraram contrato de mais de R$ 1 milhão para fornecimento de combustíveis para execução de serviços da Assistência Técnica e Extensão Rural Maués no período eleitoral.

Diz ainda que Sandro Breval por intermédio da ADS firmou contrato de mais de R$ 5 milhões com a empresa F.R Comércio Varejistas de Materiais de Construção LTDA, para a locação de máquinas e equipamentos, visando a mecanização agrícola do município de Maués, em 90 dias.

Em seu parecer a promotora Yara Rebeca, diz que “de fato, nada justifica a execução dos referidos ajustes em pleno período de eleições, assim como a destinação repentina de recursos para o município de Maués, como os referidos contratos, vez que trata-se de convênios milionários, motivos pelo qual deve-se entender que tal convênio redundou por beneficiar indevidamente uma campanha eleitoral”.

A promotora segue ainda em seu parecer: “Ademais, ainda que os representados (Júnior Leite e Paulo Said) aleguem que não obteve relações com os respectivos contratos ou até mesmo com balsas apreendidas, por tratar-se de convênios referente ao governo estadual, este simples fato não tem condão de afastar a sua responsabilidade”, acrescenta a representante do MP, em seu parecer favorável a cassação de prefeito e do vice.

Fonte Fato Amazônico

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Promotora emite parecer pela cassação do prefeito de Maués por conduta vedada – Confira