Amazonas (AM) – A prefeita de Pauini (AM), Eliana Amorim (MDB) atribuiu o fracasso educacional na rede de ensino público daquele município, aos profissionais de educação, ou seja, aos professores que, de acordo com a classe, são pouco valorizados no município. A afirmação da prefeita aconteceu durante esta segunda-feira (9) em um comício da coligação a qual é candidata à reeleição ao cargo.

Eliana Amorim parece não ter lembrado que antes de ser mandatária, sua profissão de carreira é o magistério, o que a coloca no rol dos supostos culpados – os professores – aos quais ela mesma descredibilizou. Após a manifestação, diversos profissionais repudiaram a fala da prefeita nas redes sociais.

Durante o mandato da atual prefeita, a zona rural da cidade ficou completamente abandonada, crianças sem merenda e sem transporte escolar viraram uma triste realidade na área, o que prejudicou o acesso e a continuação dos alunos na escola. Em várias comunidades não há unidades escolares de qualidade para frequentarem, e muitos dos menores de idade estudam em casa com os pais e outros familiares.

Eliana Amorim também não garantiu ensino superior aos professores rurais e indígenas, como também não cumpriu o calendário escolar que estabelece uma carga horária de 200 dias letivos e 800 horas de aula, o que é exigido por lei. Desta forma, dificultando a qualidade de ensino. O que se sabe é que os professores rurais e indígenas padeceram por falta do pagamento do salário férias, outra situação grave é a superlotação em sala de aula, situação esta que se arrasta por trinta anos, dentre outros problemas que acompanha a administração de Eliana Amorim, candidata à reeleição em Pauini.

A prefeita também já foi alvo de denúncias sobre supostos desvios de dinheiro da pasta de educação no município. A denúncia apresentada à  Câmara dos Vereadores contra a gestão da atual prefeita do município sobre supostos desvios nas verbas da Educação possui diversos documentos, e de diferentes órgãos, que apontam uma série de irregularidades envolvendo o Fundeb – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica. O documento alega que a prefeita Eliana de Oliveira Amorim (PMDB) estaria utilizando os fundo para o pagamento de funcionários-fantasma que foram contratados sem passar por processo seletivo.

Uma notificação do Conselho do Fundeb apontou em fevereiro de 2018 que a contratação inadequada de funcionários estava custando mais de R$ 109 mil mensais da verba do Fundeb. Desde o início do mandato, a prefeita já recebeu aproximadamente R$ 23 milhões do Fundo para auxiliar na Educação do município.

Acompanhe na íntegra e com exclusividade o áudio divulgado onde a prefeita culpa os professores pelo fracasso da rede de ensino público em Pauini: