PL dá ‘carta branca’ a presidente do partido para acertar filiação do Presidente Bolsonaro

Por Letícia Souza em 17 de novembro de 2021 às 20:13 | Atualizado 17 de novembro de 2021 às 20:13

Brasil – O Partido Liberal (PL) indicou que dará liberdade total ao seu presidente, Valdemar da Costa Neto, para tratar da filiação de Jair Bolsonaro ao partido. A afirmação foi feita pelo senador Jorginho Mello (PL-SC), após reunião da liderança partidária nesta quarta-feira (17).

PL teria decidido, de maneira unânime, que aceitará os termos da união acertado por Valdemar. Apesar da “carta branca”, Valdemar já tem controle amplo da máquina partidária.

Mello disse que o assunto será “equacionado” a partir de agora. “Todo mundo vai receber o presidente de braços abertos”, disse o parlamentar, que é da base do governo no Senado que definiu a reunião como “muito positiva”, com poucas resistências de diretórios estaduais.

O presidente da República indicou que se filiaria no final do mês à legenda, mas a união ficou em suspenso após discussões entre Bolsonaro e Valdemar no final de semana. O principal motivo seria a vontade de Jair Bolsonaro em ter controle completo de diretórios estaduais específicos, como Pernambuco e São Paulo – e a resistência de Valdemar em abrir mão.

Outra das arestas a serem ajustadas para a união do partido do chamado “centrão” com o presidente militar é o possível apoio a candidatos de outros partidos e de ideologias distintas de Bolsonaro em 2022. O partido indicou que apoiaria o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, ao governo do estado. Garcia também é apoiado por João Doria (PSDB), desafeto do presidente.

Em relação a isso, Jorginho disse que o partido deve manter a fidelidade à pauta do governo. “Não terá coligação com outro partido que não esteja alinhado com Bolsonaro”, disse, argumentando que será feito um mapa “estado por estado” com a situação.

* Com informações do Congresso em Foco