Pazuello culpa má gestão de Arthur Neto pelas mortes de covid em Manaus

Por Redação Lima em 13 de janeiro de 2021 às 15:31 | Atualizado 13 de janeiro de 2021 às 15:31

Manaus – A ausência de atendimento em UBSs (Unidades Básicas de Saúde), em Manaus, foi tratada como o principal fator de influência direta ao aumento de internações e óbitos por Covid-19 na capital, pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante pronunciamento, na manhã desta quarta-feira, 13.

Na ocasião, ele tratou das medidas adotadas pela pasta, para auxiliar no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus na cidade. As informações são do Portal da Capital.

De acordo com ele,  mais de 100 unidades de competência da Prefeitura de Manaus, apenas 18 atuam no atendimento à população com este perfil.

“Não tivemos foco no atendimento primário em Manaus. Nas mais de uma centena de UBSs (instaladas na cidade), 18 atendem triagem para a Covid, quando deveriam ser todas”, criticou.

A estratégia de restringir o número de UBSs para o atendimento de pessoas acometidas pela Covid-19 na capital foi criada durante a gestão do ex-prefeito, Arthur Virgílio Neto.

Ele deixou o cargo após oito anos de gestão, com a capital amargando um resultado considerado ruim pelo atual prefeito, David Almeida, o qual afirmou que Manaus tem a pior cobertura de Atenção Básica entre as capitais brasileiras.

Dados do próprio Ministério da Saúde mostram que mais de 723,5 mil pessoas residentes em Manaus, ficam de fora da cobertura, o que compromete as redes de média e alta complexidade. Para o ministro, a omissão da Prefeitura gerou aumento de hospitalizações nas unidades de atendimento especializado. “Vai cair onde? Numa estrutura superlotada, impactada”, frisou, sobre pacientes sem o diagnóstico precoce.

 

 

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