Política – Sites ligados ao ex-governador Amazonino Mendes divulgaram hoje, dia 15 de agosto, que o governo passado deixou a administração com boa saúde financeira, utilizando como base um boletim do Tesouro Nacional divulgado ontem. Os sites só omitiram que o próprio boletim chama a atenção para o fato de que os governos passados não declararam devidamente as despesas não empenhadas, o que torna “falsa” a ideia de que Amazonino deixou o governo com superávit.

Conforme divulgado pela própria Agência Brasil, veículo de informação oficial do Governo Federal, o boletim da Secretaria do Tesouro Nacional, trata de Estados que podem contrair empréstimos com a garantia da União. Nesse item, o Amazonas foi classificado com a nota B, o que indica que o Estado tem capacidade de endividamento, ou seja, pode contrair empréstimos junto a instituições financeiras.

Contudo, o Tesouro Nacional ressalta que é preciso destacar que as despesas não empenhadas não foram devidamente declaradas pelos governos em 2018. “O boletim chama atenção para as despesas não empenhadas, que não foram devidamente declaradas na linha ‘Demais Obrigações Financeiras’, conforme determina o Manual de Demonstrativos Fiscais. Essas despesas somaram R$ 11,4 bilhões em 2018. Se esse valor for contabilizado como despesa primária, os estados, em conjunto, passariam de um superávit primário de R$ 5,6 bilhões para um déficit de R$ 5,8 bilhões”, diz a Agência Brasil.

O Boletim também destaca alta com gastos de pessoal em todos os Estado, que em média foi de 4,4% entre 2017 e 2018. No caso do Amazonas, conforme dados do Portal da Transparência, essa despesa aumentou cerca de 20%, portanto, o atual Governo herdou de Amazonino Mendes um gasto a mais de R$ 100 milhões na folha de pagamento, além das despesas não empenhadas e um déficit no orçamento para 2019. Só para folha de pagamento, o orçamento aprovado para este ano, ainda na gestão de Amazonino, é R$ 600 milhões menor que o que a gestão dele gastou em 2018. Todas essas despesas agora caíram no colo do atual Governo, que  busca administrar um rombo de R$ 3 bilhões.

Fonte: Foco Amazônico