O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) foi denunciado nesta quarta-feira (23/7) pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por suspeita de falsidade ideológica eleitoral, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Alckmin teria recebido mais de R$ 11 milhões em espécie da empreiteira Odebrecht nas campanhas de 2010 e 2014 ao governo estadual de São Paulo. Os recursos, porém, não teriam sido registrados.

“Os recursos não foram registrados nas prestações de contas do candidato (falsidade ideológica), que solicitou e recebeu vantagem indevida (corrupção passiva), pagas pelo setor de operações estruturadas da Odebrecht, a partir do emprego de métodos ilícitos como uso de ‘doleiros’, com o fim de ocultar a origem dos valores e dificultar a possibilidade de seu rastreio (lavagem de dinheiro)”, explicou o MP, em nota.

“Em ambas as ocasiões (2010 e 2014), o grupo Odebrecht não poderia efetuar doações eleitorais, uma vez que controla a concessionária que administra a Rodovia Dom Pedro I (estadual) e também porque participou do consórcio da linha 6 do Metrô”, completou.