MANAUS – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou, nessa sexta-feira, 27, a realização dos depoimentos de Henrique Domingos Barroso, Marco Aurélio Bitar e Marco Antônio Costa, empregados da empresa Camargo Correa, no inquérito de investigação que apura o suposto pagamento de propina na construção da Ponte Rio Negro para os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Eduardo Braga (PMDB-AM). As investigações contra os senadores do Amazonas tiveram início após delação premiada de Arnaldo Cumplido de Souza e Silva, que narrou um possível esquema fraudulento entre o Grupo Odebrecht e o então governador do Estado do Amazonas Eduardo Braga, para que fossem feitos pagamentos em seu favor relativamente à construção da obra, com repasse de R$ 1 milhão, conforme planilha apresentada pelo colaborador Luiz Eduardo da Rocha Soares.

Conforme o relatório, após a eleição de Eduardo Braga ao cargo de senador da República, as solicitações de pagamentos passaram a ser feitas por José Lopes, empresário supostamente ligado ao então governador Omar Aziz.

Todos esses pagamentos teriam como objetivo o favorecimento do consórcio integrado pela Camargo Corrêa e Construbase.

Prorrogado Na mesma decisão, o ministro prorrogou por um prazo de mais 15 dias o inquérito de investigação e determinou que no mesmo prazo a PGR (Procuradoria Geral da República) se manifeste sobre as referidas informações que lhe teriam sido enviadas e a razão de não terem sido juntadas aos autos. Alexandre de Moraes pediu, ainda, que autoridade policial explique no que consistiu a “recusa” em depor.

No mesmo dia, a Procuradoria Geral da República foi intimada sobre o teor da decisão e os autos foram enviados à Polícia Federal.

As assessorias dos senadores se comprometeram em envia notas sobre o posicionamento dos congressistas, o não ocorreu até a publicação da matéria. Confira a decisão do ministro.

Fonte:Amazonas Atual