Menezes defende Paulo Guedes sobre questão da ZFM: “precisamos desenvolver o modelo”

Por Henrique em 22 de novembro de 2021 às 16:07 | Atualizado 22 de novembro de 2021 às 16:07 Menezes defende Paulo Guedes sobre questão da ZFM: "precisamos desenvolver o modelo"

Manaus – Nesta segunda-feira (22/11), em entrevista à imprensa manauara, o pré candidato ao senado Cel. Alfredo Menezes esclareceu posicionamento sobre o Ministro da Economia, Paulo Guedes, a respeito da Zona Franca de Manaus (ZFM).

Segundo Menezes, o que Paulo Guedes tenta colocar é que “o modelo de ZFM criado pelos militares em 1967, ele é o único modelo que perdura até hoje baseado da doutrina da Defesa, Soberania e Desenvolvimento. E, esperava-se que os próximos governantes desenvolvessem outros vetores econômicos complementares para o modelo”.

Em palavras simples, Menezes explica:

“Essa modelo é baseado na isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).  Se tirar o IPI, acabou tudo. Todas as empresas vão embora do Distrito. Então, é exatamente isto que nós temos que trabalhar, criar vetores econômicos alternativos dentro das vocações naturais que tem o Estado do Amazonas em suas potencialidades, o que não foi feito com os políticos que dirigiram o estado nos últimos quarenta anos. E é exatamente isso que o Paulo Guedes fala”, defendeu o pré-candidato ao senado.

Potencialidades 

Alfredo Menezes cita alguns exemplos que poderiam atuar como vetores na economia a serem desenvolvidos.

“Não podemos deixar de ter políticas dentro do setor do Turismo, que é a nossa potencialidade. Dentro do setor primário, que foi totalmente esquecido, a nossa pesca. Por exemplo, 90% dos tambaquis que são consumidos em Manaus vem de Roraima e Rondônia. E isso nós não podemos permitir. Nós não podemos permitir também que a indústria de fertilizantes NPK (nitrogênio, fósforo e potássio), que vai ser uma das demandas mundiais, fique de lado já que temos todas as reservas em Autazes e Itapiranga. Temos também outros recursos minerais e extraídos solo como a silvinita e petróleo. Ou seja, nós temos todas estas potencialidades, inclusive na bioeconomia e não estamos aproveitando para desenvolvimento”, concluiu o coronel.

 

 

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