Manaus –  Nesta sexta feira (29), o deputado Vanderlei Macris (PSDB/SP), entregou ao ministro da Justiça Sérgio Moro, o resultado de uma investigação que durou 7 meses da CPI do BNDES.

Além do relatório da CPI, consta também o pedido do indiciamento dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. A investigação tem como objeto principal os contratos firmados no período de 2003 a 2015, que compreende a gestão dos governos do (PT) Partido dos Trabalhadores.

Relembre 

Em agosto de 2015, o então Deputado mandato Marcos Rotta, foi indicado para comandar a CPI do BNDES, visando os contratos do período de 2013 á 2015.

Após ser eleito presidente da CPI, Marcos Rotta fez a seguinte declaração a Revista Veja. “Marcos Rotta diz que não vai proteger nem perseguir ninguém, e destaca que o ex-presidente Lula também pode ser alvo do colegiado”.

No entanto, após início da CPI, nomes da base governista foram sendo retirados da investigação, após forte articulação da base aliada de Dilma, presidente neste período.

De acordo com informações do Portal Manaos, em novembro de 2015, o primeiro a ser retirado foi Antônio Palocci, que tinha sido ministro de Fazenda na gestão de Lula e ministro da Casa Civil na sucessão de Dilma Rousseff.

Em fevereiro de 2016, Marcos Rotta, entregou o relatório final da CPI do BNDES, com a seguinte conclusão: BNDES sofre tráfico de influência!

A investigação liderada por Marcos Rotta se limitou a essa conclusão, e não considerou fortes evidências em contratos de empresas com forte relação com o PT, assim como empréstimos para Venezuela.

Além disso, Marcos Rotta decidiu pela retirada dos nomes do ex presidente Lula e Dilma Rousseff da CPI, que causou estranheza na época. 

Entretanto, os documentos apresentados pelo deputado Macris para o ministro da Justiça Sérgio Moro e o procurador geral da República Augusto Aras, solicitam o indiciamento de Lula e Dilma Rousseff. Assim como, dos deputados envolvidos na CPI presidida pelo então deputado Marcos Rotta.

No vídeo publicado pelo deputado Macris, ele afirma que os documentos foram entregues a Polícia Federal (PF), com evidências para implicar os envolvidos as falcatruas do BNDES.

Leia o relatório final

Relatório_Final_BNDES_2016