Brasilia- A posição do deputado federal Marcelo Ramos (PR-AM), que votou, no Congresso, pela saída do COAF das mãos do ministro da Justiça, Sérgio Moro, desagradou internautas e foi bastante criticada nas redes sociais, nos últimos dois dias. Ele e outros quatro deputados do Amazonas fazem parte dos 228 parlamentares que protagonizaram uma derrota política importante para o presidente Jair Bolsonaro (PSL), devolvendo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, para o Ministério da Economia, sob o comando de Paulo Guedes.
No entendimento de alguns, a retirada do COAF do ex-juiz Sérgio Moro, pode dificultar o combate à corrupção, já que apoiadores de Moro apostam na atuação do ministro nesse sentido e acreditam que o Conselho tem importante papel na apuração de atos ilegais envolvendo políticos.
As críticas incomodaram Marcelo Ramos a tal ponto que nesta sexta-feira, o parlamentar publicou, em sua conta pessoal na rede social Instagram, um comentário dizendo que “mensagens educadas e respeitosas, ainda que com críticas, serão respondidas com a mesma educação. Mensagens grosseiras serão respondidas com grosseria”.
O comunicado foi interpretado por alguns usuários da rede como radical e desnecessário. Grande parte dos comentários de usuários que seguem o parlamentar e que tem o direito de fiscalizar a atuação do mesmo, já que Ramos foi eleito pelo voto do povo, foi apagada pelos administradores da página. O mesmo ocorreu na conta de Marcelo Ramos no Facebook. Em algumas publicações, o número de comentários descrito não correspondia com os comentários visíveis na timeline.
Ramos, que atualmente preside a Comissão Especial da Reforma da Previdência, ainda alegou que “palavrões e ameaças serão bloqueados e denunciados e chamou os autores dos comentários inapropriados de “detratores”. “Os detratores não sejam covardes. Não vale choramingar depois reclamando que foi maltratado ‘olha como o deputado trata as pessoas’”, escreveu Ramos, com alguns erros de pontuação.
“O deputado tratará as pessoas como for tratado por elas. Vou repetir. As palmas não me envaidecem, assim como as vaias não me acovardam. Sou responsável e tenho absoluta convicção de todos os meus votos e atos”, concluiu.
A saída do COAF da alçada do Ministério da Justiça ocorreu por 228 votos a 210, no último dia 22, capitaneada por partidos do chamado centrão e da oposição. A Medica Provisória 870, que trata da reforma administrativa, terminou de ser votada no dia 23.
Piorando ainda sua imagem de surtado ele ataca o Ministro Paulo Guedes, veja

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