Manaus – O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin autorizou a abertura de um processo para apurar o suposto recebimento de R$ 6 milhões em doações de campanha não declarada – caixa dois – envolvendo o senador Eduardo Braga e a empresa J&F, proprietária do frigorífico JBS.

Foram abertos procedimentos para apurar o recebimento de caixa dois também pelos deputados Paulo Teixeira (PT-SP), Alceu Moreira (MDB-RS), Jerônimo Goergen (PP-RS), Zé Silva (SD-MG) e Marcelo Castro (MDB-PI), bem como pelos senadores Wellington Fagundes (PR-MT), Renan Calheiros (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM) e Ciro Nogueira (PP-PI).

Segundo o delator, Braga recebeu o mesmo valor repassado aos senadores Eunício Oliveira e Jader Barbalho. Saud disse ainda que o maior montante foi destinado para Renan Calheiros, que teria recebido R$ 9,3 milhões.

Em 2017, quando a delação foi revelada, Braga negou as acusações e ameaçou processar o delator Ricardo Saud. Braga reforça ainda que suas contas de campanha de 2014 foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Fachin, relator dos processos da Lava Jato, entendeu, entretanto, que os novos processos não serão necessariamente de sua relatoria, pois os fatos narrados não guardam relação direta com a Lava Jato. O ministro encaminhou os casos para distribuição por sorteio entre todos os ministros da Supremo, com a exceção do presidente do STF, ministro Dias Toffoli. Com informações do Agência Brasil.