Enquanto o Brasil vai gastar R$6 bilhões com o Fundo Eleitoral, o EUA gasta apenas US$ 19 milhões

Por Thiago Quara em 21 de julho de 2021 às 9:51 | Atualizado 21 de julho de 2021 às 9:52

Brasil – O Brasil é o país com o maior gasto anual de dinheiro público com campanhas eleitorais e partidos em um ranking que considera 26 países. O levantamento foi realizado pelo Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) e considera o orçamento dos fundos eleitoral e partidário.

A discussão sobre o financiamento público de partidos e eleições voltou à tona após a aprovação pelo Congresso da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que aumentou o fundo eleitoral para R$ 5,7 bilhões — quase o triplo das eleições anteriores.

Para valer, o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões ainda depende de sanção presidencial da LDO. Após a alta hospitalar, neste domingo (18), o presidente Jair Bolsonaro sinalizou que pode vetar o dispositivo que trata do fundão.

“Eu sigo a minha consciência, sigo a economia, e a gente vai buscar dar um bom final pra isso tudo aí. Afinal de contas, eu já antecipo: seis bilhões para fundo eleitoral? Pelo amor de Deus”, declarou Bolsonaro.

O presidente ainda afirmou que toda a população é prejudicada com esse valor destinado às campanhas eleitorais e que “o bom parlamentar não precisa de dinheiro para fazer campanha”.

Naturalmente, o sistema de financiamento de campanha é uma questão chave em todo sistema eleitoral, e as eleições têm um custo, os partidos e os candidatos precisam de recursos para financiar suas campanhas e divulgar suas ideias. A questão é, como fazer isso?

Cada país admite um modelo diferente. Não há um modelo único ou, necessariamente, um modelo melhor ou mais correto a se adotar e se seguir no mundo. Cada país tem suas peculiaridades, tamanho de população, sistema eleitoral, como ele é disputado, se é uma eleição distrital, representativo, se a lista é aberta ou fechada, da quantidade de partidos.

“Há tantas variáveis em jogo que é difícil prescrever um modelo que é o melhor a ser adotado em um determinado país”, diz o cientista político e professor do Ibmec Bruno Carazza.

Ele defende que não se pode analisar a questão do financiamento público sem considerar outras variáveis do jogo eleitoral. “Muitos fatores tornam as campanhas no Brasil caras. Antes de discutir o montante total, precisamos ter em mente as regras atuais”, explica.

Com informações Instituto de Matemática Pura e Aplicada

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