Dermilson Chagas usa dinheiro público para criar ‘rede de ódio’ contra Governador, denuncia ex-servidora

Por Henrique em 22 de novembro de 2021 às 16:47 | Atualizado 22 de novembro de 2021 às 16:50 Dermilson Chagas usa dinheiro público para criar 'rede de ódio' contra Governador, denuncia ex-servidora

Amazonas – Uma ex-servidora denunciou à Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc) no dia 10 de setembro de 2021,  que o deputado estadual Dermilson Chagas (sem partido) estaria financiando com dinheiro público estrutura para criar conteúdos ofensivos com o objetivo de atacar a honra de seus adversário políticos, sobretudo o Governador do Amazonas, Wilson Lima.

A delatora, uma ex-servidora do alto escalão do gabinete de Dermilson, que trabalhou desde 2016 com o deputado e pediu exoneração em Julho de 2021, entregou diversas provas baseadas em dezenas de videos, montagens em foto e prints de conversa em aplicativo de mensagem à polícia. No depoimento, ela explicou como coordenava e estruturava os ataques, a coagida e orientada pelo deputado, uma rede estruturada que dispara conteúdos ofensivos e notícias falsas que são produzidos diariamente e disparados em massa nas redes sociais e aplicativos de mensagem.

A estrutura, segundo ela, é mantida financeiramente com dinheiro do gabinete parlamentar, ou seja, dinheiro público. Ela relata que uma equipe foi formada por um designer e um editor de vídeos que alimentavam junto a estrutura de difamação com diversos conteúdos audiovisuais contra o Governador e outros deputados que desagradavam Dermilson.

No depoimento, a denunciante chegou a confessar ter cometido o crime de falsa identidade, passando-se por outra pessoa, coagida por Dermilson, para praticar outros crimes de calúnia e difamação tipificados nos artigos 138, 139 e 140 do código penal Brasileiro contra o governador do Amazonas Wilson Lima e outros políticos locais. A vítima descreveu ainda que sofria humilhações constantes e que outros servidores do gabinete também eram ameaçados de demissão e perseguidos quando não publicavam ou compartilhavam as mensagens falsas e conteúdos difamatórios. Segundo relata, “não aguentava mais as pressões e humilhações” e pediu exoneração após ser coagida e se negar a tirar fotos da rotina íntima de um outro Deputado, se aproveitando da proximidade familiar que ela tinha com o outro parlamentar.

 

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