Manaus – Desvendando nas últimas semanas o que o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) denominou como “organização criminosa no Amazonas”, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde solicitará da Polícia Federal (PF) reforço na segurança dos membros que compõem a comissão, que investiga irregularidades na Saúde do Estado nos governos de 2011 a 2020. A visita ao superintendente da PF no Amazonas, delegado Alexandre Silva Saraiva, será na tarde da próxima segunda-feira (6). O pedido também será encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR).

A solicitação de ir até ao órgão federal, que deflagrou a Operação Sangria no Amazonas na última terça-feira, dia 30 de junho, e que cumpriu mandados de busca e apreensão na residência do governador do Amazonas, Wilson Lima, e prendeu oito pessoas ligadas ao Governo. De acordo com o parlamentar, à medida que as investigações e revelações são feitas pela Comissão, é necessário que seja resguardada a integridade física dos membros.

Nas últimas semanas, a CPI desvendou o caso da compra dos ventiladores adquiridos numa loja de vinhos em Manaus, que resultou num lucro de quase R$ 2 milhões, em horas, à Vineria Adega e à Sonoar, após pagamento do Governo do Amazonas. Nos últimos dias, os parlamentares avançaram e começam a destrinchar os contratos milionários do hospital de campanha Nilton Lins.

“Estamos mexendo com uma organização criminosa, que se apropriou da coisa pública. Só uma empresa movimentou mais de R$ 20 milhões. Eu não tenho medo do bandido pé de chinelo, mas do colarinho branco que tem milhões a perder. Essa CPI não veio para brincar, temos família, assessores, pai, mãe, filhos e peço uma visita na Polícia Federal”, disse Barreto, ao comentar sobre o notebook furtado do carro da assessora do deputado Fausto Júnior (PRTB), na manhã da última quinta-feira (2). “Não foi um simples roubo”.

Ainda segundo o parlamentar, desde o ano passado, quando assumiu o papel de líder da oposição na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), conseguiu cancelar vários contratos do Governo e poupar mais de R$ 60 milhões do contribuinte amazonense.