Deputado Fausto Jr. lamenta morte de Bruno e Dom e repudia palanque feito sobre a Amazônia

Por Lindivan em 22 de junho de 2022 às 15:58 | Atualizado 22 de junho de 2022 às 15:59

Política – O deputado Fausto Santos Jr. (UB) se posicionou na tribuna nesta quarta-feira (22) sobre o Caso Bruno e Dom, o indigenista e o jornalista que foram mortos a tiros no meio da floresta Amazônica, na reserva indígena do Vale do Javari. A motivação da barbárie, de acordo com o policial, teria sido a pesca ilegal no local. 

Fausto lamentou a morte das vítimas e repudiou a forma como o assunto tem sido usado para invalidar a soberania do Brasil sobre a preservação da Amazônia. 

“A Amazônia é alvo do interesse mundial, sobre vários aspectos, aspectos ambientais, minerais, e em relação a água potável ou clima. É, sem dúvidas, um bioma extremamente cobiçado por todos os países do mundo, e o Brasil tem sido constantemente atacado e tenta-se passar uma imagem de que o país não dá conta de ter a Amazônia sobre o seu solo”, disse o deputado Fausto, que afirma, ainda, ser inaceitável que o crime na Amazônia seja palanque para desestabilizar o país. 

Fausto ressaltou também que o Amazonas é o estado que mais preserva a floresta, com 98% da Amazônia intacta e explica que esse número é graças a Zona Franca de Manaus, modelo que concentra as indústria num polo industrial e impede que haja desmatamentos da floresta em outros pontos do estado. 

Zona Franca de Manaus e a preservação 

Motor da economia do Amazonas, responsável por mais de 100 mil empregos diretos, a Zona Franca de Manaus também tem sido muito criticada no Brasil inteiro por seus incentivos fiscais, com argumento de que essa esfera prejudica o desenvolvimento da indústria brasileira. Fausto evidencia que já existem vários estudos que comprovam que a Zona Franca não é prejudicial para o Brasil. 

“Nós temos o único modelo de renúncia fiscal que é lucrativo no Brasil. A cada R$ 1 gasto, volta R$ 1,20 para a Estado, que consequentemente gera impacto positivo para a população amazonense. Mas ainda que fosse um gasto para o Brasil, é uma contrapartida que o Brasil nos dá para preservar nossa floresta”, explica. 

Fausto finalizou seu discurso questionando os países que querem se envolver em decisões sobre a Amazônia: 

“Nós vemos países como Estados Unidos, a França e a Noruega criticando o Brasil e nos cobrando pela preservação da floresta. Quero saber onde estão as florestas desses países? Eles acabaram com elas. Qual é a alternativa, então, que eles nos dão para preservar a floresta, enquanto tem ribeirinho e caboclo no interior que passam fome?”.