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‘Crise na segurança pública será a próxima a explodir no Estado do Amazonas’, diz Coronel Gilvandro

Da redação | 05/01/2017 22:14

Vereador recém-empossado solicita que Ministério Público e OAB-AM visitem sedes de policiamento da capital amazonense para confirmar a fragilidade do sistema

O coronel Gilvandro (PTC) afirma que devido a precariedade do atual sistema de segurança pública do Estado do Amazonas, a Polícia Militar deve ser a próxima instituição a ser atingida por uma crise, pela falta de investimento e valorização dos seus integrantes. “A Polícia Militar está a beira de um colapso. Estou fazendo esta denúncia às autoridades, como Ministério Público (MP-AM) e Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM), para que visitem as unidades da Polícia Militar, como Comando Geral (CGPM), Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) e Comando de Policiamento Especializado (CPE), para confirmar a carência do sistema. “Não há condições dignas de trabalho, porque faltam equipamentos, fardamento, treinamento, reestruturação dos quadros com as promoções e inclusão de novos policiais militares. A segurança pública deve ser a próxima instituição a ser atingida pela falta de investimento”, alerta.

 

Para ele, existe um equívoco na atuação da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM), que atua apenas na repressão ao tráfico de drogas e esquece o policiamento ostensivo das ruas, a exemplo do que foi o programa Ronda do Bairro, que foi descontinuado. “A secretaria esquece das outras atividades fundamentais que são garantir a segurança das pessoas na capital e no interior”, explicou, ao informar, que se o governo do Estado souber investir os recursos, sobrará verba para os setores que são prioritários. “Não merecemos uma intervenção federal no Estado do Amazonas por conta destes escândalos. Isso suja a imagem do Estado no Brasil e no Mundo”.

 

Gilvandro afirma que o caos do sistema penitenciário é reflexo da ineficiência da gestão do Estado e, na segurança pública não é diferente. Segundo ele, há três anos, não há concursos públicos para aumentar o quantitativo de policiais militares nas ruas, não é cumprida a Data-Base (reposição inflacionária), não é realizada as promoções, não existe um plano estratégico de segurança pública elaborado com a participação de todos os órgãos que integram o sistema. Além disso, os servidores trabalham sem auxílio fardamento, armamento, tecnologia e equipamentos como coletes e rádios transmissores. “Nós estamos vivendo um caos na saúde, por conta dos desvios de recursos públicos que foram identificados na operação ‘Maus Caminhos’ e, agora, no sistema prisional, que virou notícia nacional e internacional, por conta de contratos mal avaliados”. Para ele, as medidas primordiais para modificar este cenário é a implantação de comitê gestor, que evite desvios de verba pública e corrupção.

 

Ele afirma que o sistema deve estar integrado e deve haver cooperação entre todos para trazer soluções reais para a segurança pública e levar proteção às pessoas. Segundo ele, a criação da equipe possibilitará, inclusive, a busca por alternativas que sejam econômicas e viáveis para o Estado. “Além da integração, deve existir, ainda, a cooperação. O Estado precisa estar alinhado com uma política de segurança pública que que atenda o cidadão aos seus anseios”, informou. Gilvandro diz que contratos milionários com empresas terceirizadas poderiam ter sido empregados na segurança preventiva (policiamento nas ruas). 

 

Segundo o Coronel, por falta de investimento na carreira militar, o governo deverá fazer um desembolso de R$ 200 milhões para resolver todas as questões de pagamentos e promoções pendentes e retroativas, que deveriam ocorrer deste 2014. “Não é justo que a população pague pela deficiência da gestão ruim do Estado e viva atemorizada”, disse. Para ele, segurança pública é prioridade e exige um trabalho técnico e de responsabilidade. “Somos conhecedores da crise econômica, mas a maior crise que estamos vivendo no Estado é a de gestão em todos os setores”, observou.

 

Mesmo com toda falta de infraestrutura e investimento, o vereador Coronel Gilvandro elogia os policiais militares que atuaram no controle da crise e que fizeram um gerenciamento eficiente durante as rebeliões que aconteceram no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), no domingo (1º) e segunda-feira (2) de janeiro, respectivamente. “Estes policiais militares evitaram um caos maior.  Por meio do isolamento e contenção da crise, foi possível liberar os reféns, que tiveram suas integridades físicas mantidas”, disse.

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