Manaus – Com 120 dias de atuação, a CPI dos Combustíveis terminou com gráficos feitos pelo Procon que acusa os deputados de querer ganhar vantagens em cima do trabalho órgão.

Enquanto o deputado Álvaro Campelo pediu a prorrogação da CPI, a parlamentar Alessandra Campelo disse que a prorrogação seria um gasto desnecessário, uma vez que o grupo de deputados encontrou dificuldades para provar a existência de cartel nos postos.

Para o diretor do Procon Rodrigo Guedes, os deputados tinham todos os instrumentos para a CPI ter um bom resultado.

“Os deputados podiam pedir prisão dos donos de postos, poderiam pedir condução coercitiva e entrar nos escritórios e apreender documentos. O que eles apresentaram é um relatório com gráficos feitos por nós Procon Manaus e Procon Amazonas, querem ganhar ponto com nosso trabalho. Joana Darc e Alessandra Campelo pediam de mim colete, pra quê colete? tirar fotinha? fazer de conta que fiscaliza?”, comentou Rodrigo.

A CPI quer devolver aos Procons a responsabilidade de fiscalizar se há ou não cartel nos postos.

Objetivo da CPI

O principal objetivo da CPI foi investigar,  a suposta prática de preços combinados (cartel) por parte dos donos dos postos de combustíveis e das distribuidoras no Estado. O requerimento de instalação da comissão também previa outros dois objetos: a variação de preços praticados na capital e interior e a composição de preços de venda dos combustíveis nas distribuidoras e seus reflexos no preço final do produto.