Não é de hoje que o Polo Industrial de Manaus sofre ameaças. Mas ao mesmo tempo em que sobressaltam trabalhadores e investidores, essas ameaças forjam o espírito guerreiro de muitas empresas na Zona Franca de Manaus.

E um desses casos de sucesso é o da Salcomp. No banzeiro formado pelo fechamento da gigante Sony, chegou-se a comentar que a Salcomp iria pelo mesmo caminho. “Mas as informações estavam erradas”, disse o deputado federal Capitão Alberto Neto (Republicanos) depois de uma reunião em Brasília.

Vice-líder na Câmara, pré-candidato a prefeito de Manaus e deputado federal, Capitão Alberto Neto (Republicanos), desde então, busca ferramentas para trazer mais investimentos para a ZFM e provocar o surgimento de novos cases sucesso como o da Salcomp.

“Não é de hoje que eu procuro fortalecer o nosso empenho em defender a Zona Franca de Manaus, tanto em Brasília, quanto fora do país. É com tristeza que vejo uma empresa como a Sony, após 48 anos no PIM, informar que fechará a planta de Manaus e, o pior, que possivelmente não mais estará no país na fabricação de seus eletrônicos”, comentou o deputado.

Mas, em contrapartida, ele vê com entusiasmo o desenvolvimento da Salcomp, com seus mais de 1500 colaboradores, consolidada e em franca expansão do seu setor fabril na planta de Manaus.

A possiblidade de esta empresa deixar a Zona Franca de Manaus está totalmente afastada. “Os colaboradores da referida empresa podem ficar tranquilos, pois a mesma está em franca expansão na ZFM”, garantiu o pré-candidato a prefeito de Manaus.

Durante reunião com o vice-presidente Hamilton Mourão, em meados de setembro, o deputado sugeriu articular, junto à Bancada Federal, a promoção de um seminário relatando os efeitos do modelo Zona Franca para a indústria nacional e os aspectos socioeconômicos sobre a Amazônia.

Segundo a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), atualmente o Polo emprega 85.451 trabalhadores, entre efetivos, temporários e terceirizados. No seu auge, a ZFM chegou a gerar emprego para mais de 130 mil trabalhadores.

Estima-se que hoje há em média de 425 empresas que informam seus dados para a Superintendência. Esta média já chegou a ser de 480 empresas informantes.

Mas, somente neste ano, o Conselho de Administração da Suframa (CAS) teve duas reuniões que aprovaram 52 projetos industriais e de serviços. Isso representa aproximadamente R$ 2 bilhões em novos investimentos e estima a geração de cerca de 3.300 mil empregos nos próximos três anos a partir da implementação das novas linhas de produção.