Manaus – O delegado Paulo Martins, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), falou na manhã desta segunda-feira (26), durante coletiva de imprensa, sobre a prisão preventiva de Fabrício Moura de Queiroz, de 30 anos, procurado pela autoria da morte da namorada dele, Suely Pereira dos Santos. A vítima tinha 43 anos.

De acordo com a autoridade policial, o delito ocorreu no dia 28 de outubro de 2018, em um motel situado na avenida André Araújo, bairro Aleixo, zona centro-sul da capital. No dia do crime, Fabrício desferiu 24 facadas na vítima, em seguida, evadiu-se do local. O corpo da mulher foi encontrado por funcionários do lugar que, imediatamente, acionaram a polícia.

“Durante as investigações em torno do caso, foi constatado que Suely estava grávida e, supostamente, o crime poderia estar relacionado à não aceitação da gravidez, por parte do infrator. Na ocasião, após conhecimento sobre o fato, identificamos Fabrício por meio de imagens de segurança do local. O homem recebeu apoio da família e passou a ficar foragido, deixou os cabelos e a barba crescerem, para tentar se disfarçar”, relatou Martins.

Segundo o titular da DEHS, após ser constatada a autoria do crime, foi representado à justiça o pedido de prisão em nome de Fabrício. A ordem judicial foi expedida no dia 6 de fevereiro deste ano, pelo juiz Mauro Moraes Antony, da 3ª Vara do Tribunal do Juri.

O delegado Aldeney Goes, titular do 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), relatou que a equipe de investigação daquela unidade policial obteve a informação do local onde Fabrício estava escondido. A prisão do autor ocorreu na manhã de sexta-feira (23), por volta das 6h, na casa dele, situada na rua Alfredo Nascimento, bairro Nova Esperança, zona oeste da capital.

“Ao obtermos a informação onde Fabrício estava, imediatamente a equipe do 19º DIP se deslocou até o lugar, e conseguimos com êxito efetuar a prisão dele. Em seguida, encaminhamos o infrator para DEHS, para realização dos procedimentos”, disse Goes.

Fabrício foi indiciado por homicídio. Ao término dos procedimentos cabíveis no prédio da DEHS, ele será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), onde irá permanecer à disposição da Justiça.