PM’s repudiam postura de apresentador que afirmou que policial torturado e morto era envolvido com criminosos; veja vídeo

Por Henrique em 4 de maio de 2022 às 20:04 | Atualizado 4 de maio de 2022 às 20:56 PM's repudiam postura de Mário César filho, que afirmou que policial morto era envolvido com a criminalidade; veja vídeo

Manaus – O presidente da Associação das Praças da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas (APPBMAM), sargento Igor Silva, repudiou as falas do jornalista Mário César Filho, que afirmou que o cabo Isaías Filho, torturado e morto por traficantes no Tarumã, tinha ligação com a criminalidade. A opinião foi emitida durante exibição do programa nesta quarta-feira (4).

“Está totalmente claro que o policial era envolvido com essas pessoas, morava em outra rua, frequentava a casa, era visto constantemente na casa com armas, bebendo, participando de festas, e o que que tinha nessa casa? drogas!”, disse o apresentador.

O presidente da Associação dos PM’s disse que dará apoio para a esposa viúva de Isaías, em ação judicial contra o profissional por calúnia e difamação.

“Hoje é um dia muito triste para nós policiais militares, perdemos um irmão de farda, mas eu quero dizer de antemão aos senhores que eu tenho o maior respeito pela TV A Crítica, mas no programa de hoje, Alô Cidade, o repórter Mário Cesar Filho praticamente julgou e condenou o meu irmão de farda cabo Isaías Filho”, introduz Igor Silva.

Veja vídeo na íntegra:

Comoção

O cabo Isaías Filho deixa mulher e filhos após ter sido assassinado. Em Manaus, diversos batalhões tem realizado atos de solidariedade e condolências, em respeito ao policial. Veja vídeos:

Nota de Esclarecimento

Após a repercussão, o apresentador, que é pré-candidato a deputado Estadual, postou a seguinte nota em suas redes sociais:

“Na qualidade de apresentador do programa Alô Cidade, no dia de hoje, 04.05.2022 (quarta-feira), noticiei um homicídio ocorrido em uma casa, localizada no Bairro Tarumã, do qual o Cabo da Polícia Militar Isaias Filho foi vítima, crime praticado por integrantes de uma possível facção criminosa.

Ocorre, que após informações da nossa equipe de reportagem, precipitei-me em noticiar o possível envolvimento do Cabo da Polícia Militar com as pessoas da casa onde ocorreu o triplo homicídio no dia anterior. Contudo, alguns instantes após o noticiado, constatei que poderiam ter outras versões para a motivação do crime.

Paralelamente, recebi diversos áudios, nos quais possíveis assassinos comemoravam a morte do Cabo, levando-nos a crer na impossibilidade do envolvimento do PM com a facção criminosa. Nesta linha, imediatamente expressei minha opinião no sentido de isentar a participação ou envolvimento do policial com qualquer atividade ilícita ou associação com o tráfico de drogas.

Esclareço que sou um admirador das Forças de Segurança do nosso Estado, em especial a Polícia Militar, a qual sempre defendi, contribui, exaltei ao longo desses mais de 12 anos de jornalismo. Na oportunidade, deposito minha confiança no trabalho da polícia civil para o desfecho desse caso. Neste momento, aproveito para me retratar pelas palavras proferidas no programa televisivo, onde fiz um pré-julgamento com base tão somente em informações prestadas à nossa equipe de reportagem, por populares daquela comunidade.

Sendo assim, peço desculpas à Polícia Militar do Estado do Amazonas, à família do policial militar Isaias Filho, e ainda, aproveito para prestar minha solidariedade a ambos, que perderam um pai de família.”