Belém- Um grupo de 38 pessoas foi preso acusado de aglomeração e consumo de drogas em um motel localizado na Rodovia Mário Covas, em Ananindeua, na manhã de ontem, sexta-feira (10). Tudo começou quando a Guarda Municipal de Ananindeua recebeu uma denúncia de poluição sonora vinda do estabelecimento.

Ao chegar no local, foi constatado que o crime era outro e as pessoas estavam promovendo uma festa, descumprindo o decreto estadual que só permite reunião com até 10 pessoas, e consumindo anfetaminas, como ecstasy, MDMA, e maconha.

As pessoas foram presas e encaminhadas para a Seccional da Cidade Nova, onde foi registrado Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelos crimes contra a saúde pública e consumo de entorpecentes.

“A polícia recebeu a denúncia de que tinha uma aglomeração de pessoas e seria, a priori, uma situação de poluição sonora. Chegando lá (os guardas) perceberam que não era só isso. Eram várias pessoas reunidas em um ambiente confinado no motel. Mais de 35 pessoas. De acordo com o decreto governamental, não pode reunião com mais de 10 pessoas. De forma que descumpriram o artigo 268 do Código Penal. Ele fala sobre infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. Também teve o consumo de entorpecentes e foram autuados por isso”, informou o delegado de plantão, Alexandre Calvino.

O gerente do motel também assinou ao Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Ele contou para a polícia que o local tem local tem uma mansão com seis quartos, mas que só 10 pessoas poderiam se reunir. “O gerente foi autuado. Mas a situação precisa ser apurada. É uma mansão com seis quartos, churrasqueiro, piscina. A casa tem capacidade para 10 pessoas. Segundo ele o excedente entrou pela mala do carro”, disse o delegado.

Após assinarem o TCO, as pessoas foram liberadas. Se cometerem novamente os crimes vão ficar presos e será feito o flagrante. “Caso de reiteração, será feito o flagrante. Hoje foi o de menor potencial ofensivo hoje”, afirmou o delegado Alexandre Calvino.