A prisão temporária da ex-primeira-dama Nejmi Aziz teve fim nesta sexta-feira (2). Ela foi liberada e deixou a sua cela no Centro de Detenção Provisória Feminina (CDPF). Ela estava detida desde a última quarta-feira (31), após a Justiça Federal derrubar o habeas corpus que interrompeu a sua prisão.

A prisão temporária é de 5 dias no máximo.

Nejmi foi presa pela primeira vez no dia 19 de julho, em cumprimento de mandado da Polícia Federal na operação Vertex. Com o habeas corpus ela foi solta no dia 21, ainda faltando dois dias para cumprir a prisão temporária.

Nejmi Aziz, ex-primeira-dama do Amazonas e socialite ávida por joias e roupas de grifes, voltou para a cadeia passou mais 3 dias e saiu hoje. Ele fez exames no Instituto Médico Legal nesta quarta (31), em Manaus, antes de seguir para o Centro de Detenção Provisória Feminino. Segundo a Controladoria-Geral da União, foram desviados 140 milhões de reais do Sistema Único de Saúde do Amazonas ao longo desta década. Ao pedir a prisão, a PF tem como objetivo colher provas dos crime. Ela tem 30,3 milhões de reais em patrimônio declarado.

Nejmi era conhecida por gastar muito dinheiro em lojas de luxo, e para isso rodava o Brasil para satisfazer seus desejos de consumo. Nos tempos em que existia a Daslu, em São Paulo, Nejmi constava entre uma das maiores clientes da multimarcas de luxo. Pagava vestidos, bolsas e joias em dinheiro vivo, segundo uma ex-vendedora da empresa ouvida por VEJA.

A paixão pelo luxo é tamanha que ficou registrada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) uma compra polpuda em uma joalheria do Rio de Janeiro, outra cidade que servia de centro de compras. Seu assessor pessoal, Celso de Oliveira, também investigado pela PF, efetuou uma compra de 600 000 reais na joalheria Amsterdam Sauer do Rio de Janeiro em 2013. Na época, ele ganhava 13 000 reais por mês. A polícia suspeita que Oliveira não seja o verdadeiro dono dos colares de diamantes.

A PF não encontrou nenhuma joia na residência de Nejmi. Ela e Omar estão vivendo em casas separadas. ( Com informações da revista VEJA).