Manaus-  O MPF apontou superfaturamento de até 405% no contrato da Medimagem.  Esta é a sétima condenação de Mouhamad após denúncias do Ministério Público Federal (MPF) na operação Maus Caminhos, que apontou desvios de recursos da saúde no Amazonas. A juíza federal Ana Paula Serizawa condenou o médico Mouhamad Moustafa a mais 6 anos de prisão, por superfaturamento em contrato com a empresa Medimagem, do empresário Gilberto Aguiar. Foram contratados serviços de lavanderia para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no Campos Salles e os desvios atestados foram de R$ 55,9 mil. 

O empresário Gilberto Aguiar foi condenado a três anos de prisão em regime fechado e também foram condenados a prisão em regime fechado o ex-presidente do Instituto Novos Caminhos, Paulo Roberto Galácio, a três anos; Priscila Coutinh, a 4 anos; e Jennifer Naiyara, a 10 meses. 

Operação Maus Caminhos

Um grupo criminoso que desviava recursos públicos por meio de contratos milionários firmados com o governo do Estado do Amazonas foi desarticulado por meio da operação Maus Caminhos, em 2016. A partir da primeira fase, cujo alvo principal girava em torno do uso do Instituto Novos Caminhos (INC) para realização dos desvios, surgiram novos fatos e repercussões que levaram o caso a figurar na lista das mais significativas atuações do Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas, no combate à corrupção.

Esta página especial, criada a partir da demanda de um cidadão, reúne as principais informações sobre o caso, desde a primeira fase até os desdobramentos mais recentes. A ideia é possibilitar à sociedade o acesso contextualizado ao trabalho realizado pelo MPF e pela Polícia Federal para identificar, investigar, processar e punir os envolvidos nesse esquema milionário de corrupção instalado na saúde pública do Amazonas e buscar a reparação e a devolução dos valores desviados ilegalmente.