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Juíza solta professor que estuprava crianças e filmava; manifestação do MPE foi favorável

Da redação | 01/04/2017 20:36

Em um dos vídeos apreendidos por investigadores da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), em poder do professor de inglês Nilton César Araújo Montenegro, de 47 anos, ele  aparece abusando sexualmente de uma menina de 9 anos. Mas esse não é o único material pornográfico apreendido com o professor. Com ele, foram apreendidos aparelhos celulares, tablets, pen drives e cartões de memória contendo fotos e imagens de outras vítimas, crianças nuas sendo molestadas por ele. Quando foi preso em flagrante, ele confessou tudo. Mas mesmo assim Nilton César foi posto em liberdade por decisão da juíza Themis Catunda de Souza Lourenço, após manifestação favorável do promotor do Ministério Público do Estado (MPE-AM), Daniel Leite Brito, pela liberdade

Na chamada audiência de custódia, quando o preso em flagrante é levado a presença de um juiz, o promotor de Justiça “promoveu pela concessão da liberdade provisória do acusado” – não me perguntem como pode o membro do MPE manifestar tal posição, porque não há nenhuma explicação nos autos e nem eu encontro explicação para tal. Será que o nobre promotor não viu nada naqueles vídeos e fotos?

Após a manifestação do promotor do MPE a favor do acusado, a juíza Themis Lourenço também não achou necessário que ele continuasse preso, mesmo ele sendo professor e tendo acesso as vítimas que são crianças desprotegidas. Ela justificou em sua decisão que “o flagranteado é réu primário, tens bons antecedentes e possui residência fixa”, a mesma residência onde ele violentou sexualmente meninas. Uma delas morava com ele como se fosse uma filha – o professor estava requerendo na Justiça a guarda da garota – e sofria abusos diários desde os 13 anos. Hoje está com 14 anos e foi quem teve a coragem de denunciar os atos de violência sexual contra ela e outras crianças.

Assim como defendeu o promotor citando a “aplicação de medidas cautelares” ao estuprador confesso Nilton César, a juíza decidiu pela aplicação de medidas cautelares como essas a seguir: “comparecimento periódico em juízo para justificar suas atividades” – justificar o quê mesmo hein? “Proibição de acesso ou frequência a bares, e casas noturnas” – pelo que se sabe ele não tem atração pelas mulheres adultas que estão em casas noturnas, só por crianças.  “Está proibido de ausentar-se de Manaus por mais de 08 dia” – quer dizer que por menos de oito dias pode, facilitando para que ele ataque crianças em outros lugares? E se ele quiser fugir, quem vai impedir?  Agora, essa medida cautelar a seguir é pra embrulhar o estômago e dar nó na garganta; “participar do projeto Reeducar no dia 03/04/2017 que se realizará no auditório…” – Quer dizer que o cara estupra crianças e participa de palestras para se “reeducar”. Pelo amor de Deus…

E enquanto as crianças a quem ele atacou devem estar apavoradas com a sua volta às ruas, principalmente a menina que o denunciou, Nilton César está em liberdade. E euzinha queria saber como conseguem dormir aqueles que o colocaram em liberdade após ver as imagens do que ele fez com aquelas crianças, já que a responsabilidade do que possa ocorrer com qualquer outra menina é também de quem o libertou (Any Margareth)  Portal Radar Amazônico 

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