Manaus- O industriário Pablo Henrique, de 26 anos, teve parte do rosto deformado por soda cáustica líquida, em um suposto ataque de sua ex-namorada – relação que durou menos de um mês. O crime ocorreu dia 1º de dezembro em frente à casa da vítima, no bairro São José, na Zona Leste de Manaus.

Era por volta de 3h da madrugada do dia 1º de dezembro quando Pablo Henrique chegou em casa do trabalho. Ele se deparou, na entrada de casa, com sua ex-ficante. Ela, até então, estava disfarçada e usava máscara, boné e um casaco. Ele, inicialmente, achou que era um morador de rua. Pediu para que “ele” se retirasse. Foi quando a jovem, de 22 anos, jogou soda cáustica diluída em seu rosto.

Quase quinze dias depois do ataque, ele ainda sofre sequelas. Primeiro, ela o acertou no olho esquerdo. Depois, enquanto o rapaz gritava por socorro, ela despejou o resto da soda em sua boca. Ele sofreu queimaduras de terceiro grau na boca, língua e garganta. Enquanto isso, ela também tentou esfaqueá-lo.

Os dois trabalham na mesma empresa e retornam ao trabalho, após licença médica, nesta sexta-feira (14).

Em depoimento, a suspeita, que responde em liberdade disse ao delegado titular do 9º DIP, Pablo Giovani, que queria “apenas dar um susto” no ex namorado, pois não aceitava a separação.

Relação sem compromisso, diz vítima

Pablo conta que os dois nunca namoraram. Por algumas semanas saíram e faziam programas ocasionais, “sem compromisso”.

“Ela me marcava em fotos na internet, espalhava pela empresa que nós namorávamos, mas nunca foi isso. Se foi um mês, foi muito. Às vezes saíamos, não estávamos constantemente juntos. Marcávamos cinema, idas ao bar… Nada de mais. Raras foram as vezes que estivemos como “namorados” em lugares públicos”, relata Pablo.

“Ela me marcava em fotos na internet, espalhava pela empresa que nós namorávamos, mas nunca foi isso”.

 Agora Pablo está com o rosto deformado e agressora continua intacta.

Procedimentos cabíveis

A suspeita foi ouvida, pagou fiança e foi liberada. “Tudo indica que seja lesão corporal grave, com pena de 1 a 5 anos. Ela tem endereço fixo, não tem antecedentes criminais e veio aqui prestar depoimento. No primeiro momento, não foram vistos os pré-requisitos necessários para uma prisão preventiva ou temporária”, disse o delegado.

Fonte: Glogo.com