Edna Freitas Pimentel foi assassinada na manhã deste domingo (05), em uma vila na zona rural de Igarapé-Miri, nordeste paraense. De acordo com informações da delegacia local, vinculada à Superintendência Regional da Polícia Civil no Tocantins, Edna era funcionária se uma associação de pescadores e foi morta com vários disparos de arma de fogo.  Há a suspeita de que a mulher foi executada por ter enfurecido criminosos locais, em um tribunal arbitrário e criminoso.

O crime foi na Vila de Santa Maria do Icatu, uma comunidade entre a rodovia PA-151 e o rio Meruú-Açu. Segundo o relato dos policiais civis que atenderam à ocorrência e falaram com testemunhas, a vítima estava em sua residência quando criminosos invadiram o local e lhe levaram para a área do lixão da comunidade. Lá, a mulher foi executada a tiros. Ainda de acordo com a Polícia local, supostamente, a motivação do crime seria o fato de que os criminosos desconfiarem que a vítima passava informações para as autoridades. 

Moradores da Vila relataram estar vivendo em pânico já que, segundo relatos que foram compartilhados nas redes sociais, há uma quadrilha composta por mais de trinta criminosos que atua na região. Ainda de acordo com esses relatos anônimos, Edna não foi a primeira vítima a sofrer represálias por não seguir as regras impostas pelo grupo criminoso.

A Polícia Civil informou que segue investigando o caso da execução de Edna e leva em conta nas investigações esses relatos colhidos com moradores. Profissionais do Núcleo Avançado de Abaetetuba do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves foram acionados ao local para remover o corpo da vítima, mas quando chegaram à vila do Icatu, a família já havia retirado o corpo de Edna do local e levado para Cametá.