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O drama de meninos afegãos sequestrados, abusados e forçados a se vestirem de mulher ( Cenas fortes)

Da redação | 19/03/2017 14:25

Homens ricos que os forçam a dançar vestidos de mulher para satisfazer suas necessidades sexuais

Os meninos são sequestrados ou comprados por homens ricos que os forçam a dançar vestidos de mulher para satisfazer suas necessidades sexuais. São os Bacha Bazi, “os meninos para brincadeiras”, vítimas de um tipo de pedofilia ainda tolerada no Afeganistão.

As autoridades locais estão pensando em introduzir sanções rigorosas contra esta prática, generalizada, especialmente no sul do país. Os meninos com idades entre oito e catorze anos são forçados a usar roupas de mulheres, cantar e dançar em festas para entreter homens adultos.

O Código Penal afegão deve finalmente tipificar o crime com penas de sete anos de prisão por agressão sexual à sentença de morte por abuso de mais de um menino.

Todo o capítulo sobre a criminalização do Bacha Bazi já deverá estar em vigor nestes mês de março. Um passo significativo, até porque as próprias vítimas não poderão ser processadas ​​pela lei contra a prostituição ou com a acusação de homossexualidade (ambos considerados crimes no Afeganistão).

As autoridades locais asseguram que a nova legislação não deixa espaço para brechas, e que a entrada em vigor das formas de escravidão sexual e de incitação à prostituição infantil serão severamente punidas.

Quem são essas pessoas que tiram vantagem de crianças inocentes?

Comandantes de polícia, militares, políticos e membros de famílias muito ricas. Manter um Bacha Bazi é símbolo de bem-estar, os meninos são escravos da propriedade, vestidos com roupas de mulher, maquiagem e tudo o mais.

Até então, ninguém tinha tido a coragem de se opor contra eles, nem mesmo as famílias das vítimas, pobres demais e submetidas a uma condição paradoxal e repugnante denunciada em 2010 pelo jornalista Najibullah Quraishi no documentário “The dancing boy of Afghanistan”.

Por outro lado, em um país devastado por décadas de guerra, violências deste tipo sequer são consideradas e são ainda alimentadas nas áreas controladas pelo Talibã.

De fato, pode acontecer que os próprios Talibãs atraiam crianças para treinar e, uma vez na casa dos senhores ricos, estas sejam também forçadas a se tornarem “crianças-bomba”.

Uma submissão total porque nenhum dos bacha teriam a coragem de denunciar o seu carrasco, e a razão disso é muito simples: eles poderiam ser acusados ​​de homossexualidade, um crime também punível com a pena de morte.

Aos 18 anos os Bacha Bazi são liberados, mas depois de anos de violência que marcaram suas vidas para sempre, o futuro deles é de exclusão social e discriminação.

Veja parte do documentário no vídeo abaixo:

 

 

 

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