Dólar fecha em queda de 2,21% com delação de Delcídio, a R$ 3,803 - Portal CM7
 
Adsense Responsivo
Manaus, 16 de June 25 ºC Tempestades
Mercado financeiro
Dólar R$ 3.73 -2.15%
Euro R$ 4.3315 -1.68%
 
 
Home / Últimas Notícias / Negócios / Dólar fecha em queda de 2,21% com delação de Delcídio, a R$ 3,803

Dólar fecha em queda de 2,21% com delação de Delcídio, a R$ 3,803

Postado por | 03/03/2016 18:40

SÃO PAULO – O vazamento de parte do teor da delação premiada do senador Delcídio Amaral (MS-PT) teve forte influencia nos mercados financeiros no Brasil nesta quinta-feira. O dólar fechou em seu menor patamar desde 10 de dezembro e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu forte puxada pelo desempenho das estatais. A alta do Ibovespa foi de 5,12%, aos 47.193 pontos. Já a moeda americana encerrou o pregão cotada R$ 3,801 na compra e a R$ 3,803 na venda, um recuo de 2,21% ante o real.

— A delação do senador Delcídio está fazendo a Bolsa subir e o dólar cair. Isso corre porque há uma possibilidade maior de impeachment da presidente Dilma Rousseff — avaliou Luiz Roberto Monteiro, operador da Renascença Corretora.

O fator de maior influência no atual pregão foi a publicação de trechos da delação do senador petista, ainda não homologada e publicada no site da revista “IstoÉ”, que mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabia dos desvios na Petrobras e que a presidente Dilma teria atuado para soltar alguns dos investigados na Lava-Jato. O depoimento tem potencial de complicar ainda mais a situação do governo e analistas e operadores acreditam que cresce a probabilidade de um impeachment.

Na mínima, a moeda americana chegou a R$ 3,779. No exterior, o dólar perdeu força em meio a dados mais fracos da economia americana. No entanto, em ritmo menos intenso. O “dollar index”, calculado pela Bloomberg e que avalia o comportamento do dólar frente a uma cesta de dez moedas, registrava queda de 0,61% perto do horário de encerramento dos negócios de câmbio no Brasil.

Apesar dessa valorização dos ativos brasileiros, o analista chefe da Guide Investimentos, Luis Gustavo Pereira, afirma que é difícil falar em um movimento sustentável, já que há pouca clareza sobre o desenrolar dos acontecimentos políticos e os fundamentos econômicos continuam fracos.

— O que estamos vendo hoje é a influência da expectativa de agentes por conta do cenário político, da maior probabilidade de ocorrer alguma mudança. Mas é um cenário ainda muito complicado. As saídas são incertas. Mas essa expectativa sustenta a alta da Bolsa e fez o dólar cair — disse.

ESTATAIS EM FORTE ALTA

Assim como nas eleições de 2014, as ações de estatais subiram forte com a maior probabilidade, na visão de agentes dos mercados financeiros, de uma mudança de governo, que dessa vez seria por meio de um impeachment.

Em meio a esse cenário, as ações da Petrobras se destacaram. Os papéis preferenciais (PNs, sem direito a voto) subiram 16,28%, cotados a R$ 6,57, e os ordinários avançaram 12,46%, a R$ 9,11. A recuperação ocorreu apesar da alta modesta do petróleo no mercado internacional. Perto do horário de encerramento dos negócios no Brasil, o barril do tipo Brent tinha alta de 0,62%, a US$ 37,16.

No caso da Eletrobras, a alta foi de 10,58% nas ordinárias e de 6,54% nas preferenciais. Banco do Brasil subiram 16,61%.

Esse desempenho das estatais acabou por contaminar outros setores. As ações preferenciais de Itaú Unibanco e Bradesco subiram, 9,88% e 8,92%. No caso da Vale, a alta foi de 10,96% nas preferenciais e 15,62% nas ordinárias.

SEM INFLUÊNCIA DO PIB

Apesar da forte queda do PIB, de 3,8%, o desempenho da economia brasileira veio dentro do esperado por analistas e economistas. Os analistas também repercutem a abertura de processo, no Supremo Tribunal Federal (STF), contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Do ponto de vista externo, a principal notícia foi a divulgação dos dados do mercado de trabalho americano. Os pedidos de seguro-desemprego na última semana subiram para 278 mil, ante 272 mil na semana anterior. A expectativa de analistas é que ficasse em 270 mil.

No exterior, os principais indicadores do mercado acionário europeu fecharam em queda. O DAX, de Frankfurt, fechou com recuo de 0,25%, e o CAC 40, da Bolsa de Paris, caiu 0,20%. Já o FTSE 100, de Londres, teve desvalorização de 0,27%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones tem leve alta de 0,26% e o S&P 500 sobe 0,35%.

Na Ásia, as Bolsas chinesas subiram pela terceira sessão seguida nesta quinta, ampliando os ganhos de 4% da sessão anterior, com os investidores aguardando pistas sobre a política econômica do encontro do Legislativo que começa no sábado.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,23%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,36%. O mercado tem se recuperado desde o anúncio pelo banco central, na segunda-feira, de injeção de liquidez no sistema bancário através do corte da taxa de compulsório.

Anuncie em Nossas Pesquisas
Anuncie nas Últimas Notícias

FAÇA SEU COMENTÁRIO SOBRE ESTA NOTÍCIA

 
 
Aplicativo da Rádio CM7