CM7

     
 
 
Manaus, 19 de outubro
Mercado financeiro
Dólar
Euro
 
 
Home / Últimas Notícias / Negócios / Dólar comercial sobe e encosta em R$ 3,30

Dólar comercial sobe e encosta em R$ 3,30

Da redação | 05/07/2016 12:40

RIO – O dólar comercial, que já operou em alta de 1,10%, a R$ 3,30, logo após ao meio dia, perdeu um pouco da força. Neste momento, a divisa sobe 0,98%, a R$ 3,29. Mais uma vez, a alta do dólar segue a ação do Banco Central (BC) no mercado de câmbio, assim como o cenário externo, onde há uma aversão ao risco devido a preocupações com os bancos da Europa. No ano, a divisa acumula queda de 17,34% e alta de 1,59% neste mês.

Segundo fontes do mercado, a autoridade monetária entrou no mercado de câmbio leiloando cerca de US$ 500 milhões em contrato de swap cambial reverso – ou seja, a operação representa a compra futura de dólares por parte do BC, contribuindo para aumentar a demanda pela divisa, elevando seu valor do mercado.

— O BC vem fazendo esses leilões desde sexta-feira para conter a queda do dólar no mercado. O BC ainda tem em estoque cerca de US$ 60 bilhões. A moeda americana vem perdendo valor em todo o mundo, por conta das incertezas em relação ao processo de saída do Reino Unido da União Europeia. Hoje, o Banco Central Europeu, por exemplo, anunciou um pacote de estímulos para a economia inglesa — disse Beto Saadia, economista-chefe da BR Advisors, destacando que a meta do BC é que a divisa chegue a casa dos R$ 3,50.

A moeda americana abriu a semana com valorização de 0,98%, a R$ 3,265. O dia de ontem foi de menor liquidez no mercado de câmbio devido ao feriado da independência dos Estados Unidos e de reação a mais uma intervenção do Banco Central no mercado.

Já na Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa, índice de referência do mercado de ações brasileiro, cai 1,6%, aos 51.726 pontos. Na segunda-feira, a Bolsa fechou com a quinta alta consecutiva: subiu 0,64% aos 52.568 pontos e baixo volume negociado de R$ 3,6 bilhões.

Os papéis da Petrobras caíam mais de 6,23%. As ações ordinárias (com direito a voto) recuavam 6,07%, enquanto as preferenciais (sem direito a voto) perdiam 5,67%. As ações da Vale também caíam: 2,23% (ON) e 1,70% (PN).

Na Europa, os principais índices operavam com sinais mistos. Às 10h, Londres ganhava 0,42%. A moeda britânica, porém, voltou a atingir o menor patamar frente ao dólar em 31 anos, com os investidores preocupados com as consequências econômicas e financeiras da decisão britânica de deixar a União Europeia (UE). Já as bolsa de Frankfurt recuava 1,64% e Paris, 1,54%.

Na Ásia, as bolsas chinesas fecharam em alta nesta terça-feira, diante de mais sinais de que a atividade no setor de serviços está acelerando no país e com investidores comprando ações que devem se beneficiar de reformas. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve valorização de 0,08%, enquanto o índice de Xangai subiu 0,62% e atingiu 3.007 pontos — fechando pela primeira vez acima de 3 mil pontos desde 19 de abril.

A atividade no setor de serviços da China subiu em junho para o maior patamar em 11 meses, mostrou nesta terça-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Caixin/Markit, indicando que Pequim está fazendo progresso em reequilibrar a economia.

Já no restante do continente asiático os mercados recuaram, interrompendo uma série de cinco dias de quedas, com os investidores realizando lucros apesar das expectativas de estímulos por parte de bancos centrais para compensar uma provável contração provocada pela decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia. Tóquio recuou 0,67%; Hong Kong, caiu 1,46%; Seul perdeu 0,27%; Taiwan registrou baixa de 0,51%; e Cingapura desvalorizou-se 0,21%.

Anuncie em Nossas Pesquisas
Anuncie em Nossas Pesquisas

FAÇA SEU COMENTÁRIO SOBRE ESTA NOTÍCIA