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Após BC dos EUA manter juro, dólar recua a R$ 3,46; Bolsa perde força

Da redação | 15/06/2016 16:10

RIO e SÃO PAULO – O dólar manteve a trajetória de queda frente ao real após a decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, de manter os juros no atual patamar (entre 0,25% e 0,50% ao ano). Às 15h40m, a moeda americana estava sendo vendida a R$ 3,46, uma queda de 057% frente ao real. Pela manhã, o dólar comercial alterou altas e baixas, à espera da decisão do Fed. Na máxima do dia, a divisa subiu a R$ 3,50 e na mínima foi negociada a R$ 3,44. No exterior, a moeda americana também se deprecia. O dóllar index, que acompanha a moeda americana frente a uma cesta de dez moedas, recua 0,13%.

Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o dia começou com o pregão acompanhando a recuperação dos mercados internacionais, mas o Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, perdeu força depois da divulgação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado. Ele citou o presidente interino, Michel Temer, afirmando que ele pediu doações para a campanha de Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo, em 2012.

— O mercado, que estava acompanhando a recuperação das Bolsas do exterior, mudou de humor e passou a perder força – disse Luiz Roberto Monteiro, operador da corretora Renascença.

Ontem, o temor de que o Reino Unido deixe a União Europeia abalou os mercados globais, que fecharam em baixa. A Bolsa paulista recuou 2,04%. Às 15h42m, o Ibovespa, índice de referência do mercado de ações brasileiro, que chegou a subir mais de 1% pela manhã, apresentava alta de 0,30% aos 48.792 pontos e volume negociado de R$ 4,6 bilhões.

— É preciso lembrar que também acontece hoje o vencimento do Ibovespa Futuro, o que leva muito investidores a comprarem ações para fazer giro e levar o Ibovespa acima dos 50 mil pontos – observa Ari Santos, gerente da mesa de operação Bovespa da corretora H. Commcor.

Entre as maiores altas do pregão estão as ações preferenciais (sem direito a voto) da Usiminas, com alta de 13,17% a R$ 1,89. A Usiminas acertou os termos de renegociação de suas dívidas com os bancos credores, incluindo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e também os debenturistas. Comunicado divulgado mostra que a siderúrgica terá dez anos para quitar as dívidas e três anos de carência para iniciar o pagamento do valor principal. As negociações também envolvem o Itaú Unibanco, o Banco do Brasil, o Bradesco. A condição para que o acordo seja fechado é que o aumento de R$ 1 bilhão de capital da empresa seja homologado até 22 de julho.

Ações de siderúrgicas e da Vale estão entre as maiores altas acompanhando a valorização do minério de ferro no exterior. Os papéis ordinários (com direito a voto) da Vale sobem 4,85% a R$ 15,30.

A maior baixa é apresentada pelos papéis ordinários da processadora de carnes JBS, com baixa de 2,58% a R$ 9,82, seguida pelas ON da Kroton, com queda de 2,60% a R$ 12,74. O mercado dá como certo que a companhia educacional vai aumentar a proposta feita para a aquisição da Estácio, depois que a Ser Educacional entrou na disputa.

No cenário doméstico, o mercado acompanhou a entrega da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para criação de um teto dos gastos do governo ao Congresso, que vale por 20 anos, mas pode ser revisada no décimo ano.

INVESTIDORES ACOMPANHAM FED

O fato mais importante do dia foi a reunião do banco central americano (o Federal Reserve), decidiu manter a taxa de juros vigente — que está entre 0,25% e 0,50%. A expectativa de que os juros subiriam neste mês foi adiada, segundo especialistas, com indicadores econômicos mais fracos divulgados recentemente.

— Acredito que Fed mexerá nos juros em julho – diz Santos, da H. Commcor.

MERCADOS EXTERNOS EM RECUPERAÇÃO

No exterior, o quadro de hoje foi de recuperação nos mercados de risco, depois de quedas sucessivas, observou o economista-chefe do home broker Modalmais, Álvaro Bandeira, em relatório. Há expectativa de que o Banco do Japão possa anunciar estímulos extras à economia. E indicadores mais positivos na Europa também embalam positivamente as bolsas. A balança comercial da zona do euro avançou em abril para um superávit de 27,5 bilhões de euros, maior que o saldo positivo de 20,9 bilhões de abril de 2015, segundo a Eurostat.

Os pregões europeus fecharam em alta: a bolsa da Alemanha subiu 0,92%, a de Paris teve valorização de 1%, enquanto Londres ganhou 0,73%.

Apesar das altas, os investidores ainda acompanham com apreensão a eventual saída do Reino Unido da União Europeia (o chamado Brexit). Segundo dados compilados pela Bloomberg, são 46% a favor da saída; 41,8% a favor da permanência; e 12,2% indecisos. a taxa de desemprego no Reino Unido recuou para 5%, o menor nível desde 2005.

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