Turquia: jornalista holandesa é detida acusada de ofender Erdogan - Portal CM7
 
Adsense Responsivo
Manaus, 18 de June 28 ºC Tempestades isoladas
Mercado financeiro
Dólar R$ 3.7487 0.5%
Euro R$ 4.356 0.57%
 
 
Home / Últimas Notícias / Mundo / Turquia: jornalista holandesa é detida acusada de ofender Erdogan

Turquia: jornalista holandesa é detida acusada de ofender Erdogan

Postado por | 24/04/2016 22:40

KUSADASI, turquia — A jornalista holandesa de origem turca Ebru Umar foi levada pela polícia de sua casa de veraneio em Kusadasi, no Oeste da Turquia, e passou várias horas detida no sábado por ter criticado o presidente turco Recep Tayyip Erdogan. Segundo Umar escreveu em sua conta no Twitter, ela foi levada a um hospital para realizar exames antes de seguir para a Promotoria e, mais tarde, foi libertada “com a proibição de sair do território turco”, disse.

— Não posso dizer que não fui bem tratada. Passei uma noite agradável na companhia de um senhor de 55 anos discutindo política e a situação da Turquia — disse Umar.

Recentemente, Umar escreveu um artigo muito crítico a Erdogan no jornal “Metro”. No texto, ela falava sobre a polêmica em torno de um e-mail enviado pelo Consulado-geral da Turquia em Roterdã, na Holanda, aos membros da comunidade turca local aconselhando-os a denunciar insultos nas redes sociais contra o presidente. Umar também criticou Erdogan em sua conta no Twitter, usando um palavrão.

O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, informou por sua conta no Twitter que conseguiu falar com Umar: “Nossa embaixada está em contato com ela”, escreveu. Um advogado está tentando derrubar a restrição à viagem para que ela possa voltar à Holanda.

Os julgamentos por ofensas a Erdogan aumentaram na Turquia desde sua eleição à Presidência, em agosto de 2014. Quase dois mil processos judiciais foram abertos contra artistas, jornalistas e outros cidadãos, inclusive por postagens em redes sociais.

Acadêmicos perseguidos

Na sexta-feira, quatro acadêmicos turcos foram libertados para aguardar julgamento, depois de serem presos sob acusação de disseminar propaganda terrorista. Eles foram detidos em março, quando leram em público um manifesto pedindo o fim das operações de segurança no Sudeste do país, região de maioria curda.

Eles estavam entre os mais de dois mil signatários da petição organizada pelo grupo Acadêmicos pela Paz. O presidente Erdogan disse que os apoiadores do documento pagariam um preço pela “traição”. A próxima audiência do caso será em setembro.

No fim de semana, a chanceler federal alemã Angela Merkel e outros altos representantes da União Europeia estiveram na Turquia para tentar um acordo que barre a entrada de imigrantes na Europa. Os líderes da UE têm sido acusados de se omitir quanto às ameaças à liberdade de expressão na Turquia para não desagradar a um país visto como crucial para conter os refugiados.

Anuncie em Nossas Pesquisas
Anuncie nas Últimas Notícias

FAÇA SEU COMENTÁRIO SOBRE ESTA NOTÍCIA

 
 
Aplicativo da Rádio CM7