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Sem maioria absoluta, Rajoy espera formar governo espanhol em um mês

Da redação | 27/06/2016 08:30

MADRI — Após seu partido ter vencido as eleições legislativas espanholas de domingo, o primeiro-ministro conservador, Mariano Rajoy, afirmou que espera chegar a um acordo para formar um novo governo dentro de um mês. Embora o Partido Popular (PP) tenha obtido 14 assentos a mais do que na votação de dezembro, a legenda busca apoio para governar porque não obteve a maioria absoluta dos assentos da Câmara dos Deputados. A fragmentação política no país cresce com a recusa dos socialistas do Partido Socialista Obrero Español (PSOE), que ficou em segundo lugar na votação, em apoiar a formação de um novo governo por Rajoy.

— Tenho que tentar conseguir uma maioria para governar, porque, sem isso, fica muito difícil. Eu acredito que dentro de um mês nós deveríamos ter um acordo sobre os princípios básicos. Não teria sentido perder tempo por mais vários meses — disse o primeiro-ministro à imprensa local.

Os espanhóis compareceram às urnas no domingo pela segunda vez em seis meses, ante a impossibilidade dos partidos de formar uma coalizão de governo depois das legislativas de dezembro. Mas os resultados mudaram pouco e o Parlamento voltou a se mostrar fragmentado entre quatro grandes forças: PP, PSOE, a coalizão Unidos Podemos — do partido antiausteridade Podemos e da Izquierda Unida — e Ciudadanos.

O conservador Partido Popular foi o único grande partido a ganhar terreno em relação às eleições de dezembro: conquistou 137 cadeiras, mais do que as 123 das eleições de dezembro, mas menos do que as 176 necessárias para a maioria absoluta.

Parte do eleitorado voltou a optar pelos partidos tradicionais, deixando para trás as legendas novatas, como a coligação Unidos Podemos, que não conseguiu superar as 85 cadeiras do PSOE. Com a turbulência dos mercados financeiros globais após a decisão britânica de sair da União Europeia, Rajoy está sob pressão para encontrar apoio dos socialistas e do partido liberal Cidadãos — que ficou em quarto lugar com apenas 32 cadeiras — para formar um governo estável na Espanha.

No entanto, os socialistas descartaram nesta segunda-feira apoiar Rajoy por ação ou omissão — embora reconheçam que corresponde ao atual primeiro-ministro a iniciativa para tentar formar um governo.

— Os votos do PSOE que recebemos ontem são votos para mudar Rajoy, para mudar as políticas injustas, ineficazes, antissociais do PP — afirmou o secretário de organização do PSOE, César Luena, à rádio Cadena Ser. — Não vamos apoiar Rajoy nem por ação nem por omissão.

Mas o porta-voz da bancada parlamentar socialista, Antonio Hernández, suavizou a postura do partido:

— Eu não vejo a possibilidade de uma grande coalizão, nem da abstenção, mas o PSOE tem que fazer sua reflexão.

Apesar da oposição dos socialistas, especialistas afirmam que o PSOE poderia permitir que o Partido Popular governe em minoria. No entanto, o impasse representa um risco à quarta economia da zona do euro.

“Um governo de minoria pode nãoconseguir passar reformas materiais, já que isso exigiria o apoio improvável de um Parlamento fragmentado. Em nossa visão, esta inércia feriria a Espanha em suas perspectivas de crescimento a médio prazo, especialmente enquanto vemos a necessidade de ações sobre questões fiscais e o mercado de trabalho”, disse o banco Barclays em nota. “Além disso, um governo de minoria pode não sustentar um mandato de quatro anos.”

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