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Refugiados sírios são detidos em condições precárias na volta à Turquia

Da redação | 16/05/2016 19:30

ISTAMBUL — Os primeiros sírios enviados de volta à Turquia pela União Europeia estão retidos em um campo de refugiados isolado há três semanas. O início da aplicação do acordo entre o bloco e o governo turco já começa a gerar dúvidas sobre o real destino dos refugiados que deixam a Grécia e o caminho aos países mais ricos da Europa, embora a promessa da UE seja encaminhá-los a outro país.

Enquanto mais centenas de pessoas ainda devem passar pelo mesmo processo nas próximas semanas, os refugiados já enviados à Turquia denunciam detenções arbitrárias, condições de vida precárias e um sistema de asilo cheio de falhas. Além disso, eles não têm acesso a advogados e cuidados médicos especializados.

— Você não pode imaginar quão ruim é a situação em que estamos agora — disse uma mulher síria, que está retida com seus filhos na Turquia, ao “The Guardian”. — Minhas crianças e eu estamos sofrendo, a comida não é comestível. Estou forçando meus filhos a comer porque eu não tenho dinheiro para comprar nada, mas eles se recusam porque há insetos sobre os alimentos.

Embora a Turquia afirme que os refugiados serão liberados em breve, um grupo de 12 refugiados relatou ao jornal britânico que foi detido sem recursos legais após ter chegado a um centro de detenção no sul da Turquia.

Muitas famílias sírias que viviam na Turquia antes de viajar à Grécia não puderam reencontrar suas famílias, mesmo após terem sido levadas de volta ao país. Após terem ficado detidos em território grego, eles concordaram em fazer o caminho de volta porque já acreditavam que não conseguiriam abrigo na Europa — e, assim, teriam pelo menos a esperança de se reunirem com seus parentes.

— Nós cancelamos nossos pedidos de asilo na Grécia para voltar às nossas casa, e não a esta prisão — disse outra refugiada à publicação britânica. — Eles não nos deixam sair. Estou grávida, não estou bem, o que estou fazendo aqui? Eles apenas dizem que devemos esperar.

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