O que se sabe sobre nova variante detectada na África do Sul

Por Thiago Quara em 26 de novembro de 2021 às 8:16 | Atualizado 26 de novembro de 2021 às 8:16

Mundo – A B.1.1.529 possui múltiplas mutações. Segundo os cientistas, isso ajuda o vírus a driblar a resposta imunológica do corpo humano e a torná-lo mais transmissível.

“Embora os dados sejam limitados, nossos especialistas estão trabalhando para além do horário com todos os sistemas de vigilância estabelecidos para entender a nova variante e quais seriam as possíveis implicações”, afirmou Adrian Puren, diretor executivo interino do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul.

Enquanto a variante delta possui duas mutações e a variante beta – originária da África do Sul – possui três, a B.1.1.529 teria pelo menos 32 mutações da proteína spike.

Christina Pagel, diretora da Unidade de Pesquisa Operacional Clínica da University College de Londres (UCL) e importante especialista britânica em covid-19, chamou a nova variante de “extremamente preocupante”.

Pessoas mais jovens parecem estar contraindo e espalhando a variante recém-identificada. Cientistas afirmam, porém, que as próximas semanas serão essenciais para determinar a gravidade e as características de transmissão da cepa.

A nova variante já foi detectada na província mais populosa da África do Sul, Gauteng, onde as cidades de Joanesburgo e Pretória estão localizadas.

François Balloux, diretor do Instituto de Genética da UCL, afirmou em comunicado que a B.1.1.529 pode estar presente também em outras partes da África.

“Por enquanto, ela deve ser monitorada e analisada de perto, mas não há razão para se preocupar excessivamente, a menos que comece a aumentar sua incidência em um futuro próximo”, disse.

Acredita-se que até 90% dos novos casos na província de Gauteng sejam da B.1.1.529, disseram os cientistas.

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